Porto Velho (RO) quinta-feira, 9 de julho de 2020
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Radicalização crescente da política partidária na Europa + Da situação embaraçosa em que o governo e Portugal se encontram


Radicalização crescente da política partidária na Europa + Da situação embaraçosa em que o governo e Portugal se encontram - Gente de Opinião

RADICALIZAÇÃO CRESCENTE DA POLÍTICA PARTIDÁRIA NA EUROPA

 

COLIGAÇÃO DA ESQUERDA COM A ESQUERDA DA ESQUERDA EM ESPANHA

 

Os líderes do PSOE (Pedro Sánchez) e do Unidas Podemos (Pablo Iglesias) comprometem-se a formar coligação governamental e deste modo a iniciar uma cultura do compromisso em Espanha, muito embora só à esquerda: prometem para isso um executivo de coligação “rotundamente progressista”, o que de certo modo parece inviabilizar o diálogo com os partidos  à direita; como a soma dos 120 deputados do PSOE com os 35 do Podemos-IU só alcança 155 votos assegurados; isto faz supor que a coligação  não passará na primeira votação do parlamento, dado para isso precisar de 176 votos (maioria absoluta). Faltam-lhe 21 deputados. Na segunda votação outros partidos da esquerda bastecer-se-ão para possibilitarem a formação de governo. O pressuposto apoio dos independentistas não contribuirá para a estabilidade da Espanha.


Resultados das eleições: o PSOE (28% tem 120 deputados), PP (20,82% e 88 deputados), Vox (15,09% e 52 deputados), Podemos-IU (12,84% e 35 deputados), Ciudadanos (6,79% e 10 deputados), Más País (3 deputados), Nacionalistas Vascos: PNV ( 7deputados), e Bildu ( 5 deputados), os Catalães, Junts (2 deputados) e CUP (2 deputados).


A EU certamente estaria interessada numa coligação PSOE com o PP. Tudo o resto obrigará a EU a uma maior observação da economia espanhola. A Portugal, como pequena economia, tinha-lhe sido facultada a Geringonça, para a extrema esquerda não fazer parte do governo.


Com esta coligação é dado mais um passo no sentido da radicalização da sociedade espanhola. A escolha cada vez se torna mais difícil dado se limitar à escolha de males menores.


Na Espanha, a coligação da Esquerda com a "esquerda da esquerda" terá como resultado o fortalecimento da direita e da direita da direita!


Com o novo governo, a política marxista anticultura-ocidental será mais fortalecida e com isto provocará a movimentação dos cidadãos para a direita! A esquerda continuará mais interessada em criar dissonância do que harmonia, o que desagradará a grande parte do povo. A polarização política na Europa parece querer levar a criar condições políticas como na América do Sul.

Um certo jacobinismo político em voga leva os partidos a terem um comportamento de seitas fomentando automaticamente a polarização da sociedade; muitos deles fazem uso da palavra democracia, como varinha de condão, porque sabem que o povo não vai analisar os seus programas e doutrinas.


Uma sociedade civil para não ter andar torto, tem de procurar andar com o pé esquerdo e com o pé direito, de modo a não tropeçar um no outro; doutro modo passará ao “jogo da macaquinha”!

António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=5688  


 

DA SITUAÇÃO EMBARAÇOSA EM QUE O GOVERNO E PORTUGAL SE ENCONTRAM

Na opinião pública portuguesa nota-se uma certa insegurança em relação ao futuro e ao atuar do novo governo. Esta situação foi preparada por Costa que, ao tentar salvar a própria pessoa com a criação da Geringonça, prejudicou o PS e as seguintes constelações do arco do poder.


A geringonça plagiada do modelo escandinavo conduziu à apatia da generalidade do cidadão (abstenção) e ao fomento dos extremos polares.

Também o CDS e o PSD recebem agora a factura por terem investido pouco numa política social cristã democrática. Quanto à escolha das boas pessoas para governar, os portugueses têm pouca possibilidade de escolherem as melhores pessoas que determinem os destinos do país porque os partidos portugueses antes de serem democráticos são partidários, não capacitando, por isso, o surgir de personalidades com rosto de Estado!


A nível político e dos meios de comunicação social temos muitos atuantes a produzir a bílis que outros consomem e depois propagam.


Não será precisa uma crise externa para colocar os portugueses de novo na dependência da Troika. A Troika foi novamente preparada pela Geringonça e agora, que é a altura de Costa apresentar as contas todas na mesa, é-lhe embaraçoso ter de se contradizer o feito  com uma nova política que teria de iniciar para salvar a economia portuguesa (Não chega o viver apenas das finanças!). Esta situação, que pode tornar-se desagradável para o PS, será, porém, o caminho para uma política a favor dos portugueses e, como tal, mais responsável e proveitosa.


Precisa-se de partidos em que o humanismo seja prioritário sem ter de criarem a ilusão de se poder gastar sem produzir e ao mesmo tempo evitar as garras da Troika (dos credores).



António da Cunha Duarte Justo

Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=5683  

 



NOVE DE NOVEMBRO É O DIA E A NOITE DA ALEMANHA

A 9 de Novembro de 1989, caiu o Muro de Berlim e com ele inicia-se o fim da Alemanha socialista (RDA). Esse dia tornou-se no símbolo da reconciliação entre a alemanha oriental e o ocidental. A 3 de Outubro de 1990 é concluída a reunificação das duas alemanhas tendo a RDA aderido à BRD.

A 9 de Novembro de 1938, sinagogas e lojas judias são postas em chamas por toda a Alemanha e na Áustria. Estes actos de barbaridade foram organizadas e dirigidos pelo regime nacional-socialista: as tropas de assalto da SA juntamente com a população iniciaram uma imensa violência contra os judeus, sob os olhares complacentes das autoridades alemãs, que nãi interviram contra o desacato.
Começa aqui também a eliminação dos direitos civis dos judeus; em 1942 passa-se à perseguição sistemática.

A 9 de Novembro de 1923 se tinha dado a tentativa de golpe de estado de Hitler; aqui aprece pela primeira em acção o Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores.

Também a 9 de novembro de 1918 findou a monarquia alemã, tendo sido proclamada a república nesse dia.

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