Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 - 08h35

Pubalgia virou um nome cada vez mais comum entre
quem corre, joga futebol no fim de semana, pedala, faz cross training ou treina
musculação com foco em performance.
O problema é que a dor costuma começar discreta,
aparece só depois do treino, some com repouso e dá a impressão de que é algo
simples. Muita gente insiste, muda um pouco o jeito de correr, toma
anti-inflamatório por conta própria e segue a rotina.
O ponto é que pubalgia não costuma melhorar só com
pausa curta. Em vários casos, ela envolve sobrecarga repetida na região da
virilha e do púbis, com participação de tendões, músculos do abdômen e
adutores, e até alterações no padrão de movimento do quadril.
Quando o corpo tenta compensar, a dor pode migrar,
ir para o baixo ventre, para a parte interna da coxa, ou aparecer em uma
pontada ao chutar, arrancar e mudar de direção.
Quando a reabilitação é feita pela metade, o atleta
amador entra num ciclo bem conhecido: melhora por alguns dias, volta a treinar,
piora de novo, perde condicionamento e fica frustrado. Por isso a recuperação
parece mais longa do que deveria.
O tratamento costuma funcionar melhor quando há
diagnóstico correto, plano bem ajustado e paciência para seguir as fases,
inclusive na hora de voltar ao esporte com segurança.
O que é pubalgia e
por que ela aparece
Pubalgia é um quadro de dor na região do púbis e da
virilha, muitas vezes ligado a tendinopatias e sobrecarga na transição entre
tronco e quadril. Ela pode surgir quando a demanda do treino sobe rápido
demais, quando há desequilíbrio entre músculos do abdômen e da coxa, ou quando
o quadril não tem mobilidade e força suficientes para o tipo de gesto esportivo
que a pessoa faz.
Atletas amadores estão em um cenário comum: pouco
tempo, rotina corrida, sono irregular, aquecimento apressado e aumento de carga
em semanas de empolgação. Quem joga futebol ou futsal sofre bastante porque o
corpo precisa acelerar, frear, girar e chutar com força.
Corredores podem sentir piora em tiros, subidas e
mudanças de ritmo. Em alguns casos, a pubalgia aparece junto com dor no
quadril, adutores tensos e lombar reclamando no fim do dia.
Sinais que costumam
confundir e atrasar o cuidado
A pubalgia nem sempre dá um recado claro. Um sinal
frequente é dor na virilha ao levantar da cama, ao entrar e sair do carro, ao
subir escada ou ao fazer um movimento de abrir a perna.
Outro sinal é incômodo ao tossir, rir forte ou
fazer força para levantar algo, por envolver contração do abdômen. No esporte,
a dor pode aparecer no aquecimento e sumir durante o jogo, voltando horas
depois com mais intensidade.
Também é comum confundir com distensão simples do
adutor. A distensão costuma melhorar bem com poucos dias e não volta tão fácil
quando a pessoa retorna aos treinos gradualmente.
Na pubalgia, a dor pode insistir por semanas,
principalmente quando a pessoa tenta compensar, muda a passada ou passa a
chutar de um jeito torto para fugir da dor.
Diagnóstico: o que
ajuda a acertar o caminho
O diagnóstico é clínico, com conversa detalhada e
exame físico bem feito. Saber em que ponto dói, qual movimento piora, como foi
a progressão do treino e se houve mudança recente de tênis, terreno ou volume
faz diferença.
Exames de imagem podem ser pedidos para investigar
estruturas, descartar hérnias, avaliar tendões e checar o quadril, mas a
decisão depende do caso.
Se a dor está te travando, se você já tentou
repouso e ela volta quando treina, vale buscar avaliação com profissionais que
lidam com esporte e reabilitação. Uma consulta bem direcionada encurta o
caminho e evita tentativa e erro.
Se você quer um time com experiência nesse tipo de
queixa, pode conhecer os melhores ortopedistas e
entender qual especialista combina com o seu perfil e modalidade.
Por que a
reabilitação costuma ser mais longa
O tempo de recuperação varia, só que a pubalgia
costuma pedir semanas de cuidado real, não só descanso. O motivo é simples:
tendões e tecidos sobrecarregados demoram a se adaptar novamente.
Se a pessoa volta ao impacto e aos chutes antes de
recuperar força e controle do quadril, a dor reaparece. A melhora que vem em 7
ou 10 dias muitas vezes é só diminuição do sintoma, não retorno da capacidade
de suportar carga.
Outro ponto é que a causa não costuma ser única.
Pode haver fraqueza de glúteo, abdômen que não sustenta bem a pelve,
encurtamento de flexores do quadril, adutores trabalhando mais do que deveriam,
e técnica ruim na corrida ou no chute. Reabilitar é ajustar o conjunto, não
apenas alongar o local que dói.
Tratamento na
prática: o que costuma funcionar
O tratamento costuma começar com redução temporária
das atividades que pioram a dor. Reduzir não significa parar tudo. Em muitos
casos, dá para manter treino cardiovascular com baixo impacto, como bicicleta
leve, elíptico ou natação, sempre respeitando a dor. A meta é seguir ativo sem
agravar o tecido lesionado.
A fisioterapia costuma ser o pilar. Exercícios de
fortalecimento progressivo para abdômen, glúteos e adutores entram de forma
planejada, começando com isometria, passando para controle de movimento e
chegando a exercícios mais dinâmicos. O foco é ganhar estabilidade do quadril e
da pelve, melhorar a mecânica e preparar o corpo para as forças do esporte.
Quando indicado, medidas para dor e inflamação
podem ajudar no início, sempre com orientação profissional. O mais importante é
não usar remédio para mascarar dor e voltar a chutar forte como se nada
estivesse acontecendo. Dor é informação. Se ela é abafada, o risco de piorar
cresce.
Exercícios: por que
copiar treino de internet costuma dar errado
É comum ver listas prontas com exercícios para
pubalgia e tentar fazer sozinho. O problema é que o exercício certo na fase
errada vira gatilho. Um agachamento profundo pode ser ótimo mais adiante, só
que no começo pode aumentar a dor.
Um avanço com passada longa pode exigir demais do
adutor em quem ainda não recuperou força. Até prancha pode piorar em alguns
casos, se a técnica estiver ruim e a pelve cair.
O ideal é ter progressão. Primeiro vem o controle,
depois a carga. O corpo precisa reaprender a estabilizar, aceitar esforço e só
então voltar a gestos rápidos, como arrancadas, chutes e mudanças de direção.
Esse caminho costuma ser o motivo de a reabilitação parecer longa, porque é uma
construção por etapas.
Volta ao esporte:
sinais de que ainda está cedo
Voltar a correr ou jogar é a parte mais tentadora.
Só que alguns sinais mostram que o corpo ainda não está pronto: dor que aparece
no aquecimento, dor que piora no dia seguinte, dificuldade para fazer
movimentos laterais, incômodo ao chutar com força, sensação de que a virilha
está puxando, ou necessidade de mudar o movimento para aguentar. Se isso
acontece, vale ajustar a carga e retomar uma fase anterior por alguns dias.
Uma volta bem feita costuma incluir treino técnico
com baixa intensidade, depois estímulos curtos e controlados, e só depois o
jogo completo ou o treino pesado. O atleta amador que respeita essa escadinha
costuma voltar mais rápido no total, porque evita recaídas.
Como reduzir o
risco de pubalgia no dia a dia
Segundo relatos institucionais do COE, Centro
de Ortopedia Especializada da capital goiana, prevenção é chata até virar
necessária. Três hábitos ajudam muito: subir carga aos poucos, aquecer com
intenção e manter força de quadril e tronco mesmo quando a semana está corrida.
Um aquecimento bom não precisa ser longo, mas
precisa preparar o corpo para o que vem, com mobilidade de quadril, ativação de
glúteo e movimentos específicos do esporte.
Também vale observar sinais simples: dor repetida
na virilha por mais de duas semanas, incômodo que volta sempre que acelera, ou
sensação de que o corpo está travando em movimentos laterais. Nesses casos,
reduzir o ritmo por alguns dias e buscar avaliação cedo costuma evitar que o
problema se arraste por meses.
Quando procurar
atendimento sem adiar
Procure avaliação com um ortopedista se a dor impede você de treinar,
se você manca, se a dor piora progressivamente, se há dor noturna, febre ou
perda de força importante.
Mesmo sem esses sinais, vale buscar ajuda quando a
dor vai e volta por semanas e você já percebe que está mudando o jeito de se
movimentar para aguentar. Um plano bem montado, com metas claras e fases de
reabilitação, costuma transformar a recuperação em algo mais previsível.
Pubalgia em atletas amadores cresce porque o
esporte cresceu e porque muita gente treina forte sem tempo de construir base.
A boa notícia é que dá para resolver bem quando o cuidado é feito do jeito
certo.
Reabilitação longa não é castigo, é o tempo de o
corpo voltar a confiar no próprio movimento, para você treinar e competir sem
viver com medo da próxima fisgada.
Quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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