Terça-feira, 19 de maio de 2026 - 18h34

A escolha de nossos representantes no legislativo e no executivo é
um dos atos mais importantes da vida em sociedade. Cada voto consignado a
determinado candidato carrega consigo a responsabilidade de definir os rumos
das políticas públicas, da economia e da própria organização do Estado. Não se
trata apenas de um direito individual, mas de uma decisão coletiva que
influencia diretamente o futuro de todos. Portanto votar exige atenção,
discernimento, reflexão e consciência das consequências que podem advir das
escolhas feitas.
Na condição de cidadãos, cada um de nós tem o direito e, acima de
tudo, o dever de se posicionar, política e ideologicamente, de acordo com sua
particular convicção. Entretanto, como representantes da classe profissional
dos Corretores de Imóveis, que interage fortemente com nossa sociedade civil,
no exercício da função representativa, precisamos permanecer neutros. Isso
porque qualquer decisão política, seja a favor da classe ou da sociedade
depende dos poderes constituídos, independentemente de qual seja o seu matiz
ideológico.
Neste ano (2026), teremos a responsabilidade de escolher pelo
voto, de uma só vez, para o próximo quadriênio: o presidente da República, o
governador e dois senadores para nossos respectivos Estados, além de um
deputado federal e um estadual. Assim, serão seis nomes a serem criteriosamente
escolhidos. O poder legislativo (deputados e senadores) tem como função
principal elaborar leis, fiscalizar o executivo e representar os interesses da
população. Seu compromisso é lutar pela construção de um ambiente jurídico
sólido e equilibrado.
O poder executivo (presidente, governadores e prefeitos) é
responsável por executar políticas públicas e administrar os recursos do Estado
de acordo com as leis, garantindo os serviços essenciais como saúde, educação,
segurança e infraestrutura. Portanto leis mal elaboradas ou que se desviem do
bem comum, assim como falhas do executivo no cumprimento do seu papel, podem
ter consequências dramáticas para a população. Decisões de um ou de outro em benefício
próprio ou de grupos comprometem as instituições e a segurança jurídica.
Sendo assim, o voto não deve ser encarado como ato isolado. Ele
integra um processo de participação contínua dos cidadãos. Acompanhar o
trabalho dos eleitos, exigir prestação de contas e cobrar transparência são
atitudes que fortalecem a democracia. Eleitor consciente não apenas elege seus
representantes, mas também fiscaliza seus atos, para que o poder seja exercido
em benefício da coletividade. O Sistema Cofeci-Creci, em nome dos Corretores de
Imóveis e imobiliárias, interage com o Congresso Nacional, com o Executivo e
com o Judiciário.
Se a sociedade ou as instituições negligenciam essa responsabilidade, abre-se espaço para que interesses particulares prevaleçam e se sobreponham ao bem comum. A história mostra que escolhas equivocadas em processos eleitorais podem ter consequências duradouras. Elas não apenas geram instabilidade política, crises econômicas e retrocessos sociais imediatos, mas também afetam gerações futuras. Portanto é essencial que cada cidadão compreenda o peso de sua decisão e aja com responsabilidade, refletindo e sopesando o seu voto.
João Teodoro da Silva - Presidente – Sistema Cofeci-Creci
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