Terça-feira, 3 de junho de 2025 - 07h56

Num cenário cada vez mais dominado pelas redes sociais, é
compreensível que muitos políticos concentrem esforços nesse ambiente digital.
Afinal, trata-se de um canal direto, rápido e com grande poder de alcance. No
entanto, restringir a comunicação institucional e pública apenas às plataformas
sociais é um erro estratégico que pode custar caro.
A comunicação política vai muito além de likes, curtidas e
compartilhamentos. Trata-se de um conjunto articulado de ações que envolvem
todos os meios e veículos disponíveis. Cada canal tem sua função, seu alcance
específico e sua maneira própria de criar vínculos com o público.
Rádio, televisão, imprensa escrita, boletins informativos,
portais oficiais, eventos presenciais, assessoria de imprensa e até a
comunicação comunitária — todos esses meios ainda têm espaço e relevância,
especialmente em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde a
realidade das capitais é bem diferente da vivida no interior.
O marketing político, por sua vez, é uma ferramenta
indispensável. Ele organiza a mensagem, ajuda a construir imagem e posiciona o
político no imaginário social. Mas marketing não é tudo. Quando usado em
excesso ou de forma descolada da realidade, pode transformar o político em um
produto. E produtos têm prazo de validade.
O eleitor contemporâneo valoriza autenticidade. Quer saber
quem é o político por trás do discurso, o que ele pensa, como age fora das
câmeras e qual é sua relação com a comunidade que representa. Há uma busca pelo
real, pelo humano — algo que o marketing sozinho não é capaz de oferecer.
É preciso equilíbrio. Uma comunicação eficaz é aquela que
combina o alcance das redes sociais com a credibilidade da imprensa
tradicional, a presença nos territórios com escuta ativa e ações concretas, e o
discurso estratégico com coerência entre fala e prática.
Mais do que se comunicar, é preciso construir confiança. E
essa se conquista com presença constante, responsabilidade institucional e,
principalmente, verdade.
Fica a dica:
1. Por que só as redes sociais não sustentam
a imagem de um político
2. A armadilha da comunicação digital
exclusiva na política
3. Redes sociais não bastam: o erro
estratégico de muitos políticos
4. Comunicação pública exige mais do que
presença digital
5. Político ou produto? Os limites do
marketing nas redes
6. Marketing demais estraga o político
7. Político embalado não convence o eleitor
8. O político que só aparece no Instagram já
perdeu
9. Redes sociais não elegem sozinhas — nem
mantêm mandatos
10. Quem só fala nas redes, deixa de ouvir nas
ruas
Vamos refletir sobre esse assunto nas próximas colunas.
Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
RESUMO O objetivo deste artigo sobre a invasão do território da Venezuela pelos EUA, no dia 3 de janeiro de 2026, aprovada pelo presidente Donald Tr

Na defesa das usinas nucleares falta argumento, sobra mediocridade
Na discussão sobre se o Brasil avança na nuclearização de seu território com a conclusão de Angra 3 e constrói mais 10.000 MW de novas usinas nuclea

“Na rude escola do caráter, a ordem militar pode recuperar a sua fé e o seu orgulho. Assim reafirmada, ela esperará sem angústia que trabalhe em seu

Muitos consideram que o Brasil vive do "S" e logo criam um CNPJ;Com o CNPJ pronto, dizem ser empresários(as), mas não conseguem vender um produto/s
Sexta-feira, 9 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)