Quarta-feira, 22 de março de 2023 - 12h59

A forte presença feminina no mundo
corporativo segue como tema bastante evidenciado. Afinal, não tem como negar
que a atuação das mulheres em negócios de qualquer natureza enfrenta barreiras
há séculos, já que, embora a sociedade tenha evoluído em comparação a décadas
atrás, ainda há muito o que fazer para aceitar seu potencial e sua participação
em diversos setores, sendo elas verdadeiros combustíveis para companhias e
sociedade em geral.
Não é à toa que a área de recursos
humanos fortalece, já há alguns anos, a voz, a vez e o crescimento das mulheres
nas empresas de pequeno, médio e grande porte, com alto desempenho de
colaboradoras que incluem uma bagagem e tanto. A 3ª e maior edição do Report HR
Innovation, realizado pela HR Tech Ahgora, que chegou à sua terceira edição
este ano, evidencia, por exemplo, o perfil dos respondentes – formado
majoritariamente por mulheres (72,6%), entre 40 anos e 59 anos (44.6%) e muito
experientes, somando mais de dez anos de atuação no setor (33%). Para se ter
uma ideia, o levantamento foi realizado com profissionais de RH de todo o
Brasil, em mais de 400 empresas, 21,7% delas com mais de mil colaboradores.
Trata-se de um perfil profissional que,
além de conhecer muito bem as dores e os desafios da rotina de gestão de
pessoas, entende ainda melhor quais são as necessidades e os recursos
tecnológicos necessários para suprir as demandas.
Outra pesquisa, realizada pelo
Mercadômetro, reitera que, no Brasil, elas realmente são a maioria na área,
representando mais de 75% dos profissionais. Além disso, estão ocupando mais
cargos de liderança no ramo. Um levantamento feito pelo Bureau of Labor State
relatou que 73% dos gerentes de RH são mulheres, cargos que antes eram ocupados
em sua maioria por homens.
Mas como nem tudo são flores, apesar do
domínio feminino no setor de RH, e de colaboradoras com anos de experiência na
área, a desigualdade salarial ainda é realidade. De acordo com o IBGE, as
mulheres recebem o equivalente a cerca de 74,5% dos rendimentos dos homens.
Perfil de comportamento feminino é o
grande diferencial
“Homens são de Marte, mulheres são de
Vênus”. A diferença de comportamento entre os gêneros já foi até mesmo tema e
capa de livro famoso. Afinal, é indiscutível que há características peculiares
em cena. Enquanto os homens, em sua maioria, têm um olhar mais lógico e
objetivo, as mulheres geralmente lidam melhor com questões voltadas às relações
humanas e ao comportamento das pessoas.
É justamente devido a esses e tantos
outros aspectos que elas vêm se sobressaindo na área de RH, uma vez que
esbanjam competências ímpares, como maior empatia, flexibilidade e determinação
frente a um setor cada vez mais movido para essas questões. Ainda, de quebra,
são multitasking, resilientes e boas ouvintes. Quem discorda?
Em um passado não muito distante, os
recursos humanos das empresas eram voltados para assuntos mais burocráticos e
para a administração de pessoal, mais especificamente. Com o passar dos anos e,
claro, considerando
a transformação digital, que acelerou a necessidade
de soluções para automatizar tarefas, o cenário agora é outro, com foco e tempo
direcionados às relações humanas, às pessoas, a quem dá vida à organização.
Como se vê, muitos são os desafios das
mulheres no mercado de trabalho, assim como muitos são os diferenciais que só
elas podem agregar ao mundo dos negócios. Força para lidar e combater as
disparidades de gênero, a misoginia, o racismo e tantas outras formas de
preconceito, também já provaram que têm de sobra. O setor de recursos humanos,
no momento, é apenas a ponta do iceberg que já compreende e aceita esse
movimento. As próximas áreas estão logo ali, afinal, quem se atreverá a negar o
óbvio?
Por Juliana Bittencourt é Gerente de RH na Ahgora - https://www.ahgora.com/
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