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Guerra midiática


Guerra midiática - Gente de Opinião

Durante o período eleitoral, em tempos idos, adversários políticos costumavam resolver suas diferenças por intermédio da divulgação de dossiês. No geral, muitas das acusações eram velhas conhecidas dos eleitoreiros e, em alguns casos, traziam histórias que, mostrando-se verazes, podiam abalar uma campanha.

Conquanto não se tratasse de um expediente que respeitasse as regras diplomáticas e propositivas, diga-se assim, que deveriam permear o debate politico, podia, no entanto, contribuir para o discernimento dos cidadãos. Afinal, quem busca um cargo público ou se encontra no seu exercício, tem contas a prestar à sociedade, está numa vitrine, sujeito a todo tipo de análise crítica, seja ela justa ou injusta, dura ou amena, certo?

Vivemos os tempos modernos. Hoje, porém, as armas usadas nas contendas eleitorais são outras. As batalhas de dossiês são coisas do passado. As trocas de impropérios, as acusações e os bate-bocas entre opositores são feitas aos vivo, por meio das chamadas “lives”. As desavenças são resolvidas em tempo real. Em poucos minutos, uma postagem é vista e comentada por dezenas de internautas, espalhando-se com rastilho.

Recentemente, o prefeito Hildon Chaves e a vereadora Cristiane Lopes resolveram expor suas diferenças. E, como não poderia deixar de ser, o instrumento usado foi a internet, apesar de nenhum dos lados ter feito acusações bombásticas. O pivô da discórdia foram as obras dos bairros Conceição e Flamboyant. A vereadora disse que pediu a execução dos serviços. Já o prefeito disse que a parlamentar não tem nada que ver com o assunto. Coube ao Executivo Municipal a tarefa de realizar o trabalho. E ponto final! Acabou sobrando até para o ex-governador Ivo Cassol.    

São os reflexos das eleições municipais que se avizinham. Cristiane Lopes já anunciou que disputará à prefeitura de Porto Velho, pelo PP, de Ivo Cassol e sua irmã, Jaqueline Cassol, deputada federal. O prefeito Hildon Chaves, por sua vez, ainda não falou publicamente sobre reeleição, mas aliados seus garantem que ele não esconde o desejo de permanecer por mais quatro anos hospedado no palácio Tancredo Neves. É a guerra midiática. Os velhos e conhecidos dossiês foram substituídos pelas “lives”.

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