Terça-feira, 17 de junho de 2025 - 16h31

No setor financeiro
contemporâneo — altamente regulado, competitivo e impactado por avanços
tecnológicos — a experiência do cliente (Customer Experience - CX) tornou-se um
pilar tão relevante quanto os próprios produtos e serviços oferecidos. Bancos e
instituições financeiras que ainda enxergam a experiência do cliente como um
apêndice da operação correm o risco de perder espaço para players mais ágeis e
centrados no consumidor.
Mais do que executar transações
ou acessar linhas de crédito, os clientes de hoje esperam uma jornada fluida,
personalizada e segura. Segundo pesquisa recente da FICO, 62% dos entrevistados
afirmam que a qualidade da experiência é tão importante quanto os serviços
bancários, e 26% a consideram ainda mais crucial. O dado deixa claro que
colocar o cliente no centro da estratégia deixou de ser tendência — passou a
ser uma necessidade competitiva.
O que define uma experiência relevante?
Entender o que de fato importa
para o cliente é o ponto de partida. Entre os aspectos mais valorizados estão:
- Facilidade de uso dos canais
digitais (33%) – Um app ou site confuso pode minar rapidamente a percepção de
qualidade, mesmo diante de boas condições financeiras.
- Empatia no atendimento (26%) –
A humanização no contato, mesmo nos canais automatizados, fortalece vínculos e
confiança.
- Personalização de ofertas e
serviços (20,9%) – Os clientes valorizam quando percebem que a instituição
compreende suas demandas e oferece soluções adequadas.
- Transição fluida entre canais
(13,5%) – Do chat no app ao atendimento presencial, passando pelo telefone ou
WhatsApp, o cliente espera uma experiência sem atrito, com continuidade e
contexto.
Perfis diferentes demandam abordagens
diferentes. A pesquisa revela, por exemplo, que clientes de menor renda
priorizam apps intuitivos (45%), enquanto os de maior renda valorizam a empatia
(35%). A faixa entre 35 e 44 anos é a que mais se destaca na valorização da CX
— um público decisivo para fidelização e expansão de carteira.
Comunicação Omni-channel: muito além da presença
A comunicação eficiente com o
cliente deixou de ser uma via unilateral. Hoje, exige personalização, moderação
e inteligência de dados. Embora 75% dos consumidores afirmem que a frequência
atual de mensagens bancárias está adequada, isso não significa que o modelo
deva ser replicado de forma padronizada. Pelo contrário: é preciso entender o
conteúdo certo, pelo canal certo, no momento certo.
- Alertas de segurança ou
transações suspeitas – 44% preferem receber por SMS, o que exige canais seguros
e integrados com sistemas antifraude.
- Novas ofertas ou produtos –
49% indicam o e-mail como canal preferido, reforçando que comunicações
promocionais devem ser menos invasivas e mais informativas.
Essa diferenciação demonstra que
a comunicação eficaz no setor financeiro não é sobre quantidade, mas sobre
relevância contextual.
Como construir uma jornada coesa
A aplicação de dados e
inteligência analítica é o grande diferencial entre instituições que apenas
operam e aquelas que de fato se conectam com seus clientes. Isso exige:
- Mapeamento de jornadas e
pontos de contato;
- Análise preditiva de
comportamento;
- Escolha criteriosa de canais
com base no perfil do cliente;
- Monitoramento constante da
experiência e da satisfação.
O conceito de Omnichannel vai
muito além da presença multicanal: trata-se de oferecer uma experiência
integrada, fluida e consistente, independentemente de onde e como o cliente
inicia a interação.
Segurança digital: o alicerce invisível da
confiança
Com a digitalização acelerada, a
segurança tornou-se indissociável da experiência do cliente. A expectativa por
agilidade precisa vir acompanhada de garantias robustas contra fraudes,
vazamento de dados e ataques cibernéticos.
Investimentos em soluções de
monitoramento, biometria comportamental, autenticação forte e machine learning
aplicado à prevenção de fraudes são fundamentais para garantir a confiança —
ativo mais precioso no relacionamento entre bancos e seus clientes.
A nova fronteira da competitividade
Para os líderes do setor
financeiro, investir em Customer Experience e Comunicação Omni-Channel é
investir diretamente na longevidade e lucratividade da instituição. A
personalização, a fluidez nos canais e a segurança da jornada impactam
diretamente na retenção, no cross-sell e no fortalecimento da marca.
Em um ambiente regulatório
exigente e de margens estreitas, os bancos que conseguirem unir tecnologia,
empatia e inteligência de dados sairão à frente. Oferecer atendimento ágil,
relevante e seguro não é mais diferencial — é pré-requisito para quem deseja
crescer com sustentabilidade.
*Denis Furtado é engenheiro de
sistemas e diretor da Smart Solutions, distribuidora brasileira de solução
antifraude e de cibersegurança. Mais informações em: Link
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