Segunda-feira, 11 de agosto de 2025 - 14h32

Aos
30 anos, muitos homens estão no auge da carreira, da vitalidade e das
conquistas pessoais. Mas apesar da estabilidade, o corpo começa a dar sinais de
mudanças importantes. É nessa faixa etária que o homem se encontra em uma das
fases mais cruciais da vida para começar ou intensificar a sua atenção com a
saúde.
Segundo
especialistas, é nesse momento da vida que se atinge o pico de diversas
potencialidades, que vão do desempenho físico e muscular às capacidades
cognitivas, vida afetiva e sexual. Mais do que uma gíria que celebra as “trinta
voltas ao sol”, “trintar” deve marcar o início de um novo ciclo de autocuidado.
Afinal, embora este seja o auge de performance para muitos homens, também é o
início de um processo natural de declínio fisiológico.
A
partir dos 30 anos, podem surgir perdas progressivas de massa muscular e óssea,
redução na facilidade de emagrecer, queda capilar, diminuição da firmeza da
pele, alterações no sono, no funcionamento intestinal, no desejo sexual e até
na agilidade mental.
No
entanto, é válido reforçar que, tais mudanças inevitáveis, não significam um
ponto final, mas um chamado para que se aumente as ações inerentes a maior
qualidade de vida.
O
cuidado com a saúde masculina ainda é um desafio multifatorial, influenciado
por fatores sociais, familiares culturais e psicológicos. A ideia de que o
homem precisa ser sempre forte resistente à dor e que buscar ajuda médica ou
praticar hábitos saudáveis não é “coisa de homem” continua presente no
imaginário coletivo masculino – muitas vezes, retardando cuidados essenciais e
aumentando riscos.
Dados
do Ministério da Saúde reforçam essa necessidade. Entre 2000 e 2018, a
expectativa de vida dos homens cresceu, mas ainda é 7,1 anos inferior à das
mulheres. Doenças crônicas não-transmissíveis, como cardiovasculares e
respiratórias, representam um risco até 50% maior para os homens.
O
Vigitel 2020, pesquisa do Ministério da Saúde, também destaca fatores de risco
que se agravam na população masculina: uso prejudicial de álcool, sedentarismo,
dietas desequilibradas, hipertensão e obesidade são mais frequentes entre
homens e associados a maior mortalidade.
Um
levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo, revelou
ainda outro dado preocupante: 70% dos homens que procuram atendimento médico o
fazem motivados por esposa ou filhos. Mais da metade desses pacientes
chega ao consultório com doenças já em estágio avançado.
Diante
desse contexto, discutir a saúde do homem é urgente e focar na faixa etária dos
30 a 39 anos é ainda assertivo dentro da proposta. Trata-se de um período-chave
para prevenir, transformar hábitos e promover um envelhecimento saudável.
Nesse
cenário, surgem iniciativas como “A Matilha” que busca formar uma comunidade de
homens entre 30 a 39 anos dispostos a cuidar do corpo e da mente. A
proposta do movimento vai além da estética. Une filosofia estoica, treinamento
físico e propósito de vida e busca de formar “guerreiros da vida real” que, ao
cuidarem da saúde, descobrem também novas formas de encarar existência.
O
ponto central é simples: atrair o homem pela transformação física e entregar um
pacote muito mais completo que une saúde, consciência e propósito. A principal
ideia é atrair eles pela mudança no corpo e na saúde, mas entregar muito mais
que isso, entregar uma mudança de visão da vida e do próprio propósito.
A
saúde dos homens com mais de 30 anos deve ser um foco principal na agenda da
saúde masculina. Não é suficiente apenas discutir o assunto; é necessário agir.
Quantas dicas lemos todos os dias que poderiam melhorar nossa qualidade de
vida, mas acabam apenas sendo lidas? É o momento de converter informação em
ação.
*Rairtoni Pereira dos Santos Silva é
Personal Trainer há mais de 10 anos, ajudando pessoas a serem mais felizes com
seus corpos. É autor do livro “5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar
todos os dias”.
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