Domingo, 9 de novembro de 2025 - 08h30

Disse no final do século XX, na conferência que
realizou na Fundação do Século XXI, Agostinha Bessa Luís: " Estamos a
entrar num século vazio de culpa, naturalmente esterilizado, a ponto de a
piedade ser abolida."
Não só a piedade, mas também a: Moral e a
Educação.
Não sou leitor assíduo de Fernando Pessoa,
embora lhe reconheça valor. Mas não concordo com muitas das suas
incongruências, alucinações e patológicas maneiras de ser e de se exprimir
Todavia parece-me que, alguns dos seus versos,
são indignos de aparecerem em seletas escolares, como foi o caso do: "
Encontro", destinado a alunos do 12º ano em que foram substituídos por
tracejados versos de linguagem inapropriada.
Diziam o seguinte: -“Os automóveis apinhados
de pândegos e de putas", "E cujas filhas de oito anos - e eu acho
isto belo e amo”, "Masturbam homens de aspeto decente, nos vãos de
escadas" - segundo noticia publicada no: " Jornal de Notícias",
de 15 de janeiro, de 2019 – pág. 7.
Só a decadência a que chegamos é que permite a
publicação de poemas desses, em seletas escolares!
Certo é que os versos foram substituídos por
tracejados; mas, por isso mesmo, despertam, ainda mais, a curiosidade dos
jovens.
O que acabam de ler serve, perfeitamente, para se
avaliar, não só o que dão a ler aos nossos jovens, mas para se verificar o
nível moral a que se chegou!
Billy Graham, referindo-se ao efeito nefasto
que o ambiente provoca, lembra, em " Wod Aflame": "
Procuramos pensar, agir e falar, como o fazem aqueles em torno de nós; um dos
nossos temores mais arreigados é nos considerarem “estranhos", gente
" de Fora" do grupo".
Sente-se, igualmente, que a classe política se
degrada, pela forma de se exprimir, pelo vocabulário torpe, que usa e, até –
pelas ideias, que alguns, defendem.
Há falta de estadistas e políticos, que
inspirem respeito: pelo porte e modo de agir; e não acontece só no nosso País,
mas, infelizmente, em quase todas as nações.
Augusto Cury, em: " O Mestre da
Sensibilidade (Edição Dom Quixote) escreve: " Ao que tudo indica, as
pessoas do século XXI, serão menos criativas do que do século XX. Há no ar um
clima de denúncia, que os seres futuros, serão repetidores de informações, e
não pensadores."
Essa decadência – a meu ver – é, principalmente,
a da: Moral e a da Educação – porque nos conduz à destruição da família, e
valores que sempre enobreceram o nosso povo, e nos vai levarem ao que disse
Mário Quintano: "O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que
ele tenha sido nosso passado; é este pressentimento: de que venha a ser o nosso
futuro."
Segunda-feira, 8 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
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