Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 - 15h04

Grandes eventos esportivos como a
Copa do Mundo não são apenas um espetáculo de competições e paixões nacionais;
tornaram-se laboratórios de inovação financeira. Em um mundo onde a tecnologia
redefine como consumidores interagem com o dinheiro, as criptomoedas chegam
como uma alternativa viável e atraente aos meios de pagamento tradicionais.
A Copa do Mundo, por exemplo, evidenciou como o ecossistema financeiro
global está em transformação. Patrocínios de empresas cripto, fan tokens, NFTs
e discussões sobre pagamentos digitais mostraram que as criptomoedas deixaram
de ser um assunto restrito a entusiastas de tecnologia ou investidores de
risco. Elas passaram a ocupar um espaço concreto no dia a dia de consumidores e
estabelecimentos, especialmente em ambientes internacionais, onde a diversidade
de moedas e sistemas financeiros sempre foi um desafio.
Em eventos que reúnem milhões de pessoas de diferentes países, os
meios de pagamento tradicionais enfrentam limitações conhecidas, como: taxas de
câmbio elevadas, custos com conversão, barreiras bancárias, dependência de
intermediários e, muitas vezes, lentidão nas transações. Para o consumidor,
isso significa gastos extras e fricções na experiência de compra, já para para
os estabelecimentos, custos operacionais mais altos e complexidade na gestão
financeira.
É nesse cenário que as criptomoedas surgem como uma alternativa
relevante. Por serem digitais, descentralizadas e globais por natureza, elas
eliminam fronteiras e reduzem a necessidade de intermediários. Em teoria, e
cada vez mais na prática, pagar um lanche, um ingresso ou um produto oficial em
cripto pode ser tão simples quanto usar um cartão, mas com menos atritos
internacionais.
Não é à toa que o
mercado global de pagamentos digitais segue em forte expansão. Segundo o
Relatório de Mercado de Pagamentos 2025, destaca uma projeção que indica que as
receitas ultrapassarão US$3 trilhões até 2028, impulsionadas por pagamentos
instantâneos, carteiras digitais e tecnologias como blockchain. Nesse cenário,
as criptomoedas conquistam espaço real, com mais de 560 milhões de usuários em
2024, um aumento de mais de 30% em relação ao ano anterior, e mais de 60% dos
respondentes expressando interesse em usar cripto em transações cotidianas,
ainda de acordo com o estudo.
A aceitação do consumidor e estabelecimentos: entre curiosidade e
conveniência
Do lado do consumidor, a aceitação das criptomoedas em grandes
eventos está diretamente ligada a dois fatores: familiaridade e conveniência.
Eventos como a Copa funcionam como catalisadores porque oferecem um ambiente
propício à experimentação. Muitos consumidores têm o primeiro contato real com
o uso prático das criptos justamente nesses contextos, seja por meio de
carteiras digitais simplificadas ou por soluções híbridas que convertem
automaticamente cripto em moeda local.
Além disso, há um componente simbólico importante. Usar
criptomoedas em um evento global reforça a percepção de modernidade, inovação e
pertencimento a uma nova economia digital. Para um público cada vez mais jovem
e conectado, isso não é apenas um meio de pagamento, mas uma experiência
alinhada aos seus valores.
Já para os estabelecimentos comerciais, aceitar criptomoedas em
eventos globais vai além da imagem inovadora, trata-se também de eficiência.
Pagamentos em cripto podem reduzir taxas de transação, minimizar riscos
de chargeback e acelerar a liquidação financeira. Em eventos
de curta duração, como competições esportivas, receber valores quase
instantaneamente pode fazer grande diferença no fluxo de caixa.
Além disso, soluções de pagamento baseadas em blockchain permitem
maior rastreabilidade e transparência, o que é especialmente relevante em
ambientes com alto volume de transações e múltiplos fornecedores. Quando
integradas a plataformas de gestão, essas tecnologias ajudam a otimizar
processos e reduzir perdas operacionais.
Para além da tendência, um novo padrão?
Seja pela redução de barreiras geográficas, pela conveniência para
turistas internacionais ou apelo inovador junto a um público jovem e conectado,
as criptomoedas estão gradualmente deixando de ser um ativo financeiro isolado
para se tornar um meio de pagamento funcional e amplamente aceito.
Em eventos globais de grande visibilidade, como a Copa do Mundo,
esse potencial é ainda mais evidente: a convergência de tecnologias,
comportamento do consumidor e exigências do mercado torna o uso de criptomoedas
não apenas uma possibilidade, mas uma pauta inevitável na construção dos
pagamentos globais do futuro.
* Por
Giuliano Kohler Silva – Head of Crypto / FX Desk do Braza
Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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