Sexta-feira, 5 de dezembro de 2025 - 14h18

Formar novos
leitores é uma tarefa cheia de desafios. Esse tema se torna mais difícil por
conta das transformações tecnológicas em que o acesso à informação é
instantâneo e ilimitado. Infelizmente, essa facilidade em se obter informações
não se traduziu em aumento do hábito da leitura. Um estudo do Ministério da
Saúde, publicado em 2023, mostrou que no Brasil 24% das crianças com até 5 anos
não têm livro infantil ou de figuras em casa.
Pais e professores
têm diferentes influências nesse processo. Os pais devem incentivar a leitura
em casa, desde cedo. Já o professor auxilia o aluno a desenvolver habilidades
para que se torne um leitor. Crianças que leem todos os dias não apenas têm um
desempenho melhor em testes. Também desenvolvem um vocabulário mais amplo,
maior conhecimento geral e a capacidade de pensar de forma crítica.
A leitura é uma das
habilidades que mais desenvolve o cérebro, porque ela é um processo de
decodificação. É muito importante entender que o nosso cérebro não nasceu para
aprender a ler e escrever. Então, quando a gente faz esse processo de
neuroplasticidade, abrem-se portas para se estruturar habilidades que são
valiosas para outras questões do desenvolvimento, como, por exemplo, o
vocabulário.
A leitura
possibilita ter autonomia e conhecimentos em relação ao mundo. A escrita
possibilita produzir conhecimento. A queda no hábito traz um impacto cognitivo
significativo, tanto em crianças quanto em adolescentes, porque limita todo o
potencial, tanto em termos de neuroplasticidade, quanto em termos de
vocabulário, de expressão e de protagonismo do conhecimento.
Para torná-la mais
prazerosa e acessível a estudantes com dislexia, TDAH ou outros transtornos, as
estratégias têm que estar pautadas em um bom processo de alfabetização.
Habilidades como o conhecimento alfabético, a consciência fonológica, a
nomeação automática rápida, o vocabulário, a compreensão oral e a memória
fonológica se desenvolvem antes ou durante as fases iniciais da alfabetização.
Esses conceitos são essenciais, porque são habilidades que preparam e
solidificam o processo de alfabetização e compreensão de leitura. E no caso dos
transtornos, isso precisa ser melhor trabalhado.
Esse hábito pode e
deve ser resgatado em larga escala, começando por nós, adultos. As crianças
aprendem com o que elas veem, com o exemplo. É muito importante resgatar pela
nossa atitude, pela nossa valorização por menos tela e por mais tempo no livro,
até porque o nosso cérebro é extremamente plástico, mas o cérebro depende de um
ambiente que cultive essa prioridade.
Além disso, indico
que busquem por temas de interesse da criança para que o hábito se torne mais
atrativo e cativante. Compartilhe as histórias que gostava na infância, isso
fortalece o vínculo. Visite livrarias e deixe-os escolher o exemplar que os
atraiam. A leitura é um presente que pode e deve ser compartilhado de geração
em geração.
* Luciana Brites é
CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e
doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e
autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto
NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br
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