Segunda-feira, 5 de agosto de 2024 - 07h26

A maioria das clínicas, hospitais e laboratórios querem tem redes sociais, muito mais como canal de escoamento de postagens do que para fins interativos com os seus pacientes. A maioria estão no ar, muito mais modismo ou tendência do que para responder quando o paciente precisa. As redes sociais tem função comunicacional, podem e devem ser utilizadas como canais que permitam atender os seus públicos. Quantas vezes, você na condição de paciente, fez contato por meio de uma determinada rede social e ficou sem resposta?
Há muitas
clínicas, laboratórios e hospitais que ainda atuam de forma disfuncional,
inábil ou sem a capacidade de gerar feedback para os pacientes. Para que
realizar tantas postagens para mostrar ao mundo e não postar as respostas que
os pacientes precisam?
De que
adianta, dar tanta existência por meio de inúmeras divulgações que tem redes
sociais e não se comprometerem em responder por meio dos canais de mensagens
aos seus pacientes?
Estas
posturas comprometem em elevado grau a qualidade no atendimento de muitas
empresas. Alguns gestores se concentram tanto na produção de imagens e vídeos nas
redes sociais que não conseguem entregar, na maioria das vezes, respostas concretas
para as reclamações de seus pacientes. Dessa forma, estas empresas elevam o
índice de insatisfação de maneira significativa, o que pode perder espaço de
mercado em sua área de atuação.
Quantas
clínicas, laboratórios e hospitais têm o seu faturamento comprometido por conta
do mal atendimento sistemático? O mais impressionante é que existem muitos gestores
que gritam nos corredores para todos ouvirem: “Aqui, o paciente é a nossa
prioridade, aqui garantimos atendimento humanizado!” Será mesmo?
Vamos lá,
preste bem atenção: Os pacientes ligam para o contato da empresa, mas o
telefone apenas chama, logo, não são atendidos. Como reagem os pacientes?
Em outros casos, quando atendem a ligação, os clientes não são bem
recepcionados pelos atendentes. Como fica a imagem desta clínica,
laboratório ou hospital?
É notável
que falta nestes profissionais de saúde e equipe gestora, uma melhor
compreensão quanto a missão, visão e valores do ambiente de saúde. A questão
não é fazer o que a maioria das empresas fazem, colocar missão, visão e valores
nos murais da recepção e nas salas de reunião, mas tornar cultural no ambiente
empresa. Os gestores precisam considerar que as rotinas operacionais são
para focar no atendimento pautado na dignidade humana, numa abordagem técnica e
com plena gestão de processos.
Como
entregar isso para os seus colaboradores? A partir de treinamentos periódicos com
base em jogos empresariais com atenção para a realidade operacional da empresa
de saúde.
Algumas
dicas e reflexões necessárias para clínicas, laboratórios e hospitais:
- É
preciso monitorar os atendimentos de dos profissionais que atuam neste fim.
- A
equipe gestora deve realizar escuta dos seus profissionais de atendimento e
recepção, bem como, os técnicos em seus atendimentos internos.
-
Treine os seus técnicos para ouvir os seus pacientes, afinal, no momento de
acolhimento, muitos pacientes revelam muitas das suas experiências com a
empresa que ele está sendo assistido.
-
Muitas empresas ignoram as críticas que recebem abaixo das suas belas
postagens.
*
Uemerson Florêncio – (Brasileiro). Empreendedor. Palestrante,
Pesquisador, Escritor, Correspondente Internacional e Treinador em análise da
linguagem corporal, gestão da imagem, reputação e crises. Pesquisa e escreve
sobre desenvolvimento de cidades. Criador do método pentágono da comunicação.
Gestor de conteúdo do site da empresa Conceito Treinamentos no Brasil.
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