Sexta-feira, 29 de agosto de 2025 - 10h30

Existem dores que não deixam marcas na pele. São
cortes silenciosos que se instalam na alma, feridas que não aparecem em exames,
mas que corroem a confiança e a vontade de viver. São os maus-tratos invisíveis:
o desprezo constante, a crítica ácida, a indiferença calculada.
Em certas relações, não é preciso grito nem soco
para esmagar alguém. Basta o olhar que diminui, a palavra que desqualifica, o
gesto frio que se repete como sentença diária: “você não vale nada”. E a
vítima, aos poucos, acredita. Encolhe-se, perde o brilho, convence-se de que
merece o vazio que recebe.
Essas cicatrizes emocionais são cruéis porque não
encontram testemunhas. Quem ousa contar, quase sempre ouve: “mas ele nunca te
bateu”, “você exagera”, “é coisa da sua cabeça”. Assim, além da dor, vem a
solidão. A mulher aprisionada nesse silêncio se culpa, se cala, se esconde.
Violência não é só o que o corpo denúncia. Também é
o que a mente suporta em silêncio. A manipulação psicológica, o desprezo
cotidiano, a indiferença que corrói, tudo isso é violência. E mata por dentro
antes mesmo de matar por fora.
É preciso falar, quebrar o ciclo, dar nome ao que
sufoca. Amor não anula, não subjuga, não humilha. O que fere não é cuidado, o
que aprisiona não é afeto. A convivência só se sustenta quando fortalece.
Que o lilás deste mês seja lembrança viva de que
nenhuma forma de violência pode ser naturalizada. Que ele inspire coragem às
mulheres para reconhecerem suas feridas, romperem o silêncio e escolherem
recomeçar.
CLOTILDE ROCHA
Advogada,
jornalista, escritora e
membro da AJEB - RO)
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