Segunda-feira, 1 de julho de 2024 - 12h20


De acordo com uma pesquisa realizada, em 2022, pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40% dos estudantes
brasileiros afirmam já ter sofrido algum tipo de bullying. Este número
alarmante revela não só a prevalência deste problema nos colégios brasileiros,
mas também a urgência de uma abordagem proativa e eficaz por parte das
instituições para combater o bullying nas escolas, transformando o ambiente em
um espaço seguro para todos.
De um modo geral, o bullying é uma forma de
violência que se manifesta de diversas maneiras, incluindo física, verbal,
psicológica e digital, conhecida como cyberbullying. Frequentemente, as vítimas
experimentam efeitos graves que vão além da sala de aula, afetando a saúde
mental, o desempenho acadêmico e as relações interpessoais.
Neste sentido, os estudantes que sofrem com a prática
do bullying podem enfrentar isolamento, depressão, ansiedade, além de outras
síndromes, tornando o ambiente escolar, que deveria promover acolhimento,
segurança e aprendizado, em um espaço de estresse e medo.
Responsabilidade e ação das escolas
Diante disto, é imperativo que as escolas adotem
uma direção rigorosa relacionada à prática do bullying. Isso começa com a
criação de um código de conduta claro, acompanhado de protocolos de intervenção
para os casos identificados. Mas, para além dessas medidas, as escolas
precisam desenvolver programas de prevenção que incluam a educação sobre o
respeito às diferenças e o desenvolvimento de habilidades sociais.
Uma estratégia eficaz envolve treinamentos
regulares para professores e funcionários, capacitando-os a identificar sinais
de bullying e intervir de forma adequada. As escolas também podem beneficiar-se
de parcerias com psicólogos e outros profissionais de saúde mental para
oferecer suporte adequado às vítimas e agressores.
Além disso, o currículo escolar deve incluir a
educação em valores, ensinando empatia, respeito mútuo e as consequências
legais e sociais do bullying. Projetos interdisciplinares que envolvam artes,
literatura e ciências sociais podem ser particularmente eficazes ao explorar a
temática de maneiras que ressoem com os estudantes em um nível pessoal.
Além disso, campanhas de conscientização e eventos
como semanas de prevenção ao bullying podem mobilizar toda a comunidade
escolar, incluindo estudantes, pais e professores, criando uma cultura de
vigilância ativa e suporte mútuo.
A contribuição de pais e professores
Os educadores estão na linha de frente deste
combate e, como tal, devem estar equipados com as ferramentas e o conhecimento
necessários para agir efetivamente. Isso inclui não apenas a capacidade de
intervir em determinadas situações, mas também de promover uma atmosfera de
inclusão e respeito em sala de aula. Workshops de desenvolvimento profissional
e suporte contínuo da administração escolar são cruciais para manter os
professores preparados e motivados.
Por outro lado, a parceria com os pais é
fundamental neste combate. As escolas devem se esforçar para educar os pais
sobre o que é bullying, como identificá-lo e como agir se suspeitarem que seus
filhos estão envolvidos em tais incidentes, seja como vítimas ou agressores.
Reuniões regulares, newsletters e palestras podem manter os responsáveis
informados e engajados.
Desta forma, o bullying é uma crise silenciosa que afeta milhões de estudantes e compromete o ambiente educacional. As escolas têm o dever não apenas de reagir aos incidentes de bullying, mas principalmente de preveni-los através de uma abordagem holística que envolva educação, treinamento e parcerias comunitárias. Cada membro da comunidade escolar, desde o corpo docente, até os pais e estudantes, devem estar envolvidos neste esforço. Só assim poderemos criar um ambiente educacional que promova a segurança, o respeito e o bem-estar para todos os estudantes.
*Silvana Moretto Pacifico é Professora de Educação Básica da unidade de São Paulo da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.
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