Porto Velho (RO) domingo, 25 de agosto de 2019
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Artigo: Deu a louca no mundo


 

*Lenilson Guedes

Um dos filmes que mais me deixou marcas, foi sem dúvidas, Deu a louca no Mundo. Este filme mostrava as formas mais equivocadas de se ter o dinheiro alheio. Dos atores e atrizes lamentavelmente não me recordo seus nomes, mas também, este filme, deve ter passado no cinema São José, em Campina Grande, na década de 60, do século passado.

 

Com as mudanças, por bons motivos, claro, novos empregos, situação financeira melhor, meus filmes eram outros. O tempo passando, esquecemos de alguns aspectos de nossas vidas e as películas do passado. Presente nas telas com Rin-tin-tin, Bonanza, filmes com Bruce Lee, Franco Nero, Giuliano Gema, Jerry Lews. Decerto que também hoje, vejo outros, muito bons.

 

Das músicas, Roberto Carlos domina todas as minhas emoções, o tempo em que, se pagava o Milk shake das meninas e corria após chegar a conta do galeto (frango com farofa, e o atual vinagrete). Coisas de estudante. Mas algumas nos vem na memória, dos cantores Jerry Adriane, Wandeley Cardoso, Nilton Cezar, Evaldo Braga, Feveres, Renato e Seus Blue Caps, Paulinho da Viola, Tim Maia, Raul Seixas e tantos, tantos outros que esta lauda não comportava.

 

Mas mesmo hoje, de Chitãozinho e Chororó, Sérgio Reis, Chico Rey e Paraná, Milionário e José Rico, Amazan, não nos conforta quando as ouvimos em algumas residências. Sim, residências, porque em bar, estabelecimento que comercializa corpos, bebidas, cigarros outras drogas afins, até que se tolera, sendo bem distante daqueles que querem também seu direito de ouvir um som, sem distorção.

 

Pois, bem. O tuti, Tuti, Tuti, Tum, nas alturas, prejudicando até o asno que o escuta, tem deixado muita gente maluca, e a Polícia Militar sendo chamada para domar estas éguas, quanto ao respeito a quem quer apenas descansar de uma semana estressante e ficar longe destes mal educados que quem sabe até “doidões”, ligam estas parafernálias não sei pra que. Mostrar para quem. Que afirmação querem estas bestas.

 

Bem que a Polícia Militar – preventiva e ostensiva – poderia ser chamada para atender coisas mais vergonhosas, como os roubos, crimes e outros delitos, mas perde o tempo, sendo chamada para “pedir” a estes malucos que baixem o som, pois incomoda a uma quadra inteira. Com aspectos legais, bem que o Batalhão Ambiental, deveria sair com seu  decibelimetro – equipamento para medir altura do som -  e apreender desde os chamados sons três-em-um até os colocados em veículos.

 

De uma coisa é certa. Quem se utiliza do expediente, durante uma festa, raras, hoje em dia, lavando seu carro aos finais de semana, “assando a carne”, na recepção a amigos, sofrendo porque o marido/mulher foi embora, até que dar para agüentar.

 

Mas umas hienas, com sons distorcidos, músicas sem nenhuma mensagem cultural e mesmo no aspecto dor de cotovelo, devem estar equivocadas quanto ao respeito e educação para com seu vizinho. Infelizmente com esta loucura toda, a Polícia ainda tem que agir, deixando o combate ao crime organizado, para levar a boa educação a estes tolos antes que o mundo fique louco de vez. O que falta mesmo é educação e uma legislação sem distorções.

 

*Jornalista

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