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Aos poucos, a politica com P maiúsculo vai desaparecendo do cenário nacional


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

A política com P maiúsculo é feita de compromissos, certo? E não é qualquer um deles, certo? Esses compromissos precisam trazer em si o cerne do interesse público, que precisa estar em primeiro plano, numa democracia representativa, certo? Afinal, é para o povo que se deve trabalhar politicamente, visando sempre o bem comum, certo? Infelizmente, não é isso o que se tem visto no Brasil de hoje, onde a verdadeira definição de política tem sido brutalmente desfigurada na sua essência e na sua objetividade pela maioria dos que nos representam.

Quando se olha para o Congresso Nacional é praticamente impossível não sentir um misto de frustração e revolta. Matérias importantes para o país vem se arrastando nas comissões temáticas, enquanto parlamentares desperdiçam tempo e dinheiro dos pagadores de impostos com assuntos irrelevantes, que em nada contribuem para retirar o Brasil do fosso abissal no qual a incompetência político-administrativa nos lançou.  

Contudo, não é só no Congresso Nacional que as coisas vão de mal a pior. Na Câmara Municipal de Porto Velho a situação não é muito diferente. Tem gente que se elegeu prometendo entregar melhorias para a cidade, porém, até hoje, passados quase nove meses de mandato, não conseguiu ir além de discursos inflamados da tribuna, além de ajudar a inchar a folha de pagamento do legislativo municipal com a contratação de comissionados (em torno de 900), promovendo o mais deslavado sinecurismo.   

A maioria da população está cansada de político que só sabe fazer barulho, o que fica bem quando se faz politicagem. O cidadão, o contribuinte, que de bobo não tem nada, sabe diferenciar a verdadeira política com P maiúsculo da politicagem, prática essa na qual novas e velhas raposas felpudas da política brasileira se especializaram.

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