Quinta-feira, 24 de setembro de 2009 - 14h39
Por Altair santos (Tatá)*
“lá na frente do mercado cultural, um time de bambas, reunir-se-á em nome duma confraria chamada Fina Flor do Samba. E por falar em samba... Ó samba que nasceste cadente, pra nos cadenciar o espírito, nos acalantar a alma e suavizar esses nossos corpos pesados e cansados, da exaustiva semana. Ó samba que nasceste travesso, inquieto e audaz, na língua da tirada fácil, na resposta ligeira, no requebro imperdível da mulata faceira. Ziriguidum meu samba, vem que eu tô pra ti!”
O programa de aniversário do município de Porto Velho (95 anos) continua acendendo velas culturais e, no mesmo diapasão, entoando festivos parabéns pelos quatro cantos da nossa urbe. Ernesto Melo (o poeta da cidade) e a Fina Flor do Samba se apresentarão nesta sexta-feira (25/set a partir das 19:00h) em frente ao Mercado Cultural, na mais genuína e imperdível roda de samba. É pra se achegar e curtir, é pra relaxar, é pra cantar e dançar samba autêntico, dos bons, sem arremedos, sem firulas. É samba e, em sendo, nada mais propício numa sexta-feira. Quando o clarão do sol amenizar o calor dos seus raios derradeiros, cerram-se as portas da formalidade, o entardecer nos mostra o vão de acesso para a descontração como seta-guia apontando a frente do Mercado Cultural, o ancoradouro das artes e da descontração nesta sexta. Nesse momento descortina-se aquela incontida vontade de soltar o cadarço, afrouxar a gravata, dar tchauzinho pro chefe, arriar a mochila, pegar o buzão ou amorcegar o caminhão do quero ir e rumar pra alegria. É só você querer! Melhor de tudo, neste jogo do samba que te quero samba, é a sua participação em mais uma atividade promovida pela Prefeitura por meio da Fundação Iaripuna, num dos tantos vivas que os nossos artistas estão cantando pra cidade porto. Ernesto Melo e a Fina Flor do Samba, não são de dar mole e fincarão a bandeira do nosso estilo preferido (o samba é claro!), bem no centro histórico da cidade, como a parafrasear o Caetano Veloso naquele refrão “pé do meu samba, chão de meu terreiro, fé do meu outeiro, tudo para o coração de um brasileiro.” É esse o tom do negócio, é pra chegar, se abancar da situação, tssss abrir uma, brindar e estufar o peito com um gole daqueles e, depois, abraçar o canto e a canção, beijar a cabrocha, se deixar, sem culpas e ressentimentos, navegar na singeleza duma sexta à noite, alojando na mente e no peito os versos memoráveis, a batida palpitante e marcante do velho e incansável samba nosso de cada dia. É pra Porto Velho, é com emoção, com muito amor.
(*) o autor é Presidente da Fundação Cultural Iaripuna
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