Sexta-feira, 4 de dezembro de 2020 - 14h26

Agora que as urnas
tiveram a sua voz silenciada pelo término da contagem dos votos ali recolhidos
na consulta popular de novembro – um trabalho, diga-se de passagem, digno de
encômios, realizado pela Justiça Eleitoral de Rondônia, sobretudo quanto à lisura
e a celeridade -, é tempo de se despertar a atenção dos políticos (experientes
e novatos) para a responsabilidade dos compromissos assumidos durante a
campanha eleitoral.
E essa chamada não se
restringir apenas ao prefeito reeleito de Porto Velho, Hildon Chaves, mas
também àqueles a quem os resultados das urnas proporcionaram a posse de
mandatos eletivos, outorgando-lhes, assim, a condição de legisladores, com
prerrogativas para elaborar e aprovar projetos de lei, que venham ao encontro
de soluções para os inúmeros problemas que afligem à coletividade.
A população assistiu,
durante os dias que duraram os chamados programas eleitorais, a um desfilar de
promessas – algumas sérias; outras, porém, exageradas, que não puderam ser
levadas em consideração. Todas, evidentemente, estabelecendo a possibilidade de
ações operativas em favor do atendimento e de questões que afetam o dia a dia
dos munícipes.
Embora se possa dizer
que candidatos, dentre eles até mesmo alguns que os eleitores sagraram com a
condição de portadores de mandatos na Câmara Municipal de Porto Velho, ao prometerem,
diziam apenas que fariam, sem, contudo, apontar os meios de que se valeriam
para a concretização de suas ações.
Ao senhor Hildon Chaves,
em particular, foi concedido o benefício de um segundo mandato, na esperança de
que ele realmente consiga levar à prática aquilo que garantiu que o faria, como
investir em saneamento básico e água tratada, modalidades nas quais Porto Velho
aparece no Ranking dos dez piores municípios. A sociedade que foi capaz de
reelegê-lo, certamente, será capaz de cobrar-lhe, com veemência, o cumprimento
de suas promessas, o mesmo pode se dizer dos que assumirão uma cadeira no Poder
Legislativo, a partir de janeiro de 2021.
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