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Acir Gurgacz cobra fiscalização sobre preço do leite



O senador Acir Gurgacz (PDT) cobrou nesta segunda-feira, 06, no plenário do Senado, maior fiscalização do governo e órgãos de controle sobre o preço do leite praticado em Rondônia. O parlamentar relatou dificuldades dos produtores rondonienses em relação ao valor cobrado pelo leite. Ressaltou ser difícil explicar que, enquanto os consumidores pagam entre R$ 3 a R$ 5 no litro de leite, o preço para o produtor não passa de R$ 0,70.Acir Gurgacz cobra fiscalização sobre preço do leite - Gente de Opinião

Além das questões do mercado internacional, quando o aumento das importações de leite do Uruguai e da Argentina tem prejudicado a pecuária leiteira do Brasil, o senador também aponta um desequilíbrio na relação comercial entre o produtor e a indústria nacional. “O indústria está impondo um preço baixo para os produtores e cobrando um preço alto do consumidor”, avalia Acir.

O preço médio do leite no eixo da BR-429, principal bacia leiteira de Rondônia, que já foi de R$ 1,00, caiu para R$ 0,65. O valor pago pelos laticínios do Estado varia de R$ 0,60 a 0,80 centavos. No Paraná, o preço pago pelo litro deleite aos produtores varia de R$ 0,85 a R$ 1,25.

Por considerar que essa variação de preços não pode depender apenas do mercado, onde prevalece a força dos laticínios, o senador Acir Gurgacz disse que realizou, entre 2011 e 2012, diversas audiências públicas no âmbito do Senado e dos municípios das bacias leiteiras de Rondônia. “Conseguimos aprovar uma nova lei para regular o preço do leite, da qual fui relator no Senado, estabelecendo a obrigatoriedade das indústrias informarem até o dia 25 de cada mês o preço a ser pago aos produtores”, recorda Acir.

Para o senador, lei não está sendo cumprida porque não há fiscalização dos órgãos de controle. “Passado o período de impacto da aprovação desta lei, em 2013, e das audiências que realizamos para discutir o assunto e fortalecer a união dos produtores, novamente os laticínios estão impondo os preços a seus critérios, sem negociar com o Conseleite e sem informar a cada mês, de forma antecipada, o preço a ser pago, sendo que é necessário maior fiscalização do setor”, cobra Gurgacz.

Fonte: Guarim Liberato Jr

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