Segunda-feira, 23 de setembro de 2024 - 12h37

Costuma-se dizer que o
povo tem a força numa democracia, o que não deixa de ser uma verdade. Em termos
práticos, porém, muitos são os mecanismos que impedem a participação popular no
jogo do poder político. Um desses mecanismos remete à falsa ideia de que o
bem-estar de uma sociedade deriva, por exemplo, de algum tipo de super-herói,
alguém com poderes mágicos para conduzir o povo a um destino melhor. Pura
balela. A maior possibilidade de que isso venha a ocorrer está na maneira como
a população se comporta diante de seus representantes, nos três níveis de
poder.
Aproveitando que estamos
vivenciando uma temporada de campanha eleitoral, não custa lembrar Nicolau
Maquiavel, para quem a estabilidade política depende de boas leis e
instituições sólidas, e que a energia criadora de uma sociedade livre não é
dádiva de heróis. Ela decorre do confronto entre os grandes e o povo. Ou,
colocado de outra maneira, entre o povo e aqueles que o povo elege para
representá-los, por entender que os conflitos sociais são próprios à natureza
mesma da liberdade.
No momento em que o
eleitor portovelhense se prepara para participar de mais um dever cívico, seria
bom que ele assumisse realmente uma postura conflitante com os políticos que
têm responsabilidade direta com os problemas sociais que se manifestam em todos
os setores da vida municipal. A Justiça Eleitoral trabalha de modo a preparar o
pleito que se aproxima, realizando, assim, a parte dela. Por meio do Programa
de Propaganda Eleitoral, os candidatos têm vez e voz, procurando dar o recado
deles. Infelizmente, nem todos têm sabido aproveitar o espaço com inteligência,
insistindo nos velhos e manjados discursos, que a população já os conhece muito
bem. Depois, será a vez de o eleitor, em última análise e na condição de
principal fiador e beneficiário da democracia, encarar os seus conflitos
sociais, procurando estabelecer, nas urnas, uma postura clara e incisiva nesse
sentido. Sem isso, jamais conseguiremos nos livrar das tranqueiras que
impregnam a seara política de Porto Velho. Olhando para a Câmara Municipal da
capital vemos que tem vereador que lá está há vários anos e, até hoje, ainda
não disse a que veio.
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