Sexta-feira, 11 de abril de 2025 - 15h40

A Caerd (Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia)
é um exemplo clássico de empresa pública que chegou ao fundo do povo. Um caso
típico de inutilidade administrativa, que não consegue entregar ao consumidor o
mínimo daquilo que se propôs para justificar a sua criação. E não se diga,
contudo, que esse quadro dantesco é de agora. Não! O mal que corrói as
estranhas da companhia vem resistindo a sucessivos governos. Até hoje não se
encontrou um remédio capaz para tirar o paciente chamado Caerd da UTI na qual foi
lançada por administrações desastrosas, que preferiram valorizar o sinecurismo
mais deslavado em detrimento dos legítimos interesses da população.
Cassol tentou arrumar a Caerd. Deu com os burros n’água. Confúcio prometeu colocá-la nos eixos, mas
ficou só no discurso. Marcos Rocha vai caminhando para o final de seu segundo
mandato. São quase oito anos sentado na cadeira de governador sem conseguir obrigar
a Caerd cumprir a sua função primordial, que é oferecer água potável de
qualidade à população rondoniense. Pouco ou quase nada de concreto foi feito ao
longo de vinte e tantos anos para evitar que a companhia chegasse à porta da
insolvência. Algumas fórmulas milagrosas até foram ensaiadas, porém todas
redundaram inócuas, simplesmente porque não atacaram as causas do problema, que
exigem tratamento de choque, e não medidas paliativas.
Em vão seria pretender colocar nos ombros dos servidores da Caerd a responsabilidade pelo caos financeiro, sabendo, de antemão, que ela abriga em seus quadros um time de profissionais competentes. Enquanto a discussão sobre o futuro da política de abastecimento de água não sair das pranchetas oficiais e audiências públicas, algumas centenas de consumidores espalhados pelos quatro cantos da cidade de Porto Velho, a maior vítima de tudo isso, seguem aguardando uma resposta urgente das autoridades aos seus clamores, sem saber se um dia elas conseguirão ouvi-los. É preciso ter vontade politica e determinação para fazer o que precisa ser feito. A Caerd tinha tudo para dar certo, mas a politicagem não deixou.
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