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Uma mania chamada Jerico


 
Alto Paraíso
Mateus Andrade

Um piloto de jerico e sua equipe tenta consertar um problema mecânico durante os treinos para o Grande Prêmio em Alto Paraíso, Rondônia, Brasil, na quarta-feira, 10 de fevereiro, 2011. Começarão os treinos, os pilotos tentarão aprender todos os truques de tais terrenos, a fim de evitar más surpresas na competição.

Uma vez por ano, a cidade de Alto Paraíso se torna o destino final para todos os adeptos do automobilismo na região Amazônica. Com cerca de 16.500 habitantes em sua área urbana e rural, a cada fevereiro a cidade torna-se denso, com mais de 50 mil visitantes vindos de toda a região, do Estado e do Brasil, uma multidão de homens e mulheres, com crianças de colo e no colo, unidos por sua paixão pela música, lama e fumaça de diesel.

Em uma pista de corrida feita de terra e água das chuvas abundantes na Amazônia, os veículos que parecem vir de “Hanna & Barbera” caricatura, da poça de lama a poça de lama, o “Grand Prix” mais exóticos do Brasil automobilismo. Embora o ronco alto e típico de motores estacionários seus ecos por todo o “autódromo”, mais conhecido como “Jericódromo”, o jericos e seus pilotos lutam muito no meio da fumaça e lama nos olhos, para um melhor desempenho no circuito, com curvas estreitas e escorregadias. Cada vitória, cada passagem é efusivamente comemorado em banhos de lama dionisíaca.

Até o final da semana, a cidade pacífica, no “Coração da Floresta Amazônica”, vai voltar à normalidade e os jericos, uma vez que máquinas velozes e furiosos, está de volta ao ritmo tranquilo do campo, carregando o peso pesado da vida sobre a seus troncos, gado, leite, grãos e transporte de pessoas mesmo.

Jerico é o sugestivo nome deste veículo improvisado, muito popular na Amazônia e famoso por sua capacidade de carregar peso. Significado “mula” em Português, estas máquinas são geralmente construídos por reunir um volante, um chassi junked e um motor estacionário.

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