Segunda-feira, 12 de junho de 2023 - 12h49

Na última
semana, o Prefeito Flori Cordeiro, recebeu a visita da pioneira de Vilhena,
Maria José Rabelo Almeida, hoje com 82 anos, sendo a segunda mulher a pisar em
solo vilhenense, vivendo pouco mais de cinco anos na década de 1960.
Experiências da época foram relatadas, e durante os dias presentes na cidade, a
Fundação Cultural a levou acompanhada de sua filha para reconhecer os pontos
que se mantêm intactos daquela época até então.
Maria José,
que hoje mora em Governador Valadares – MG, veio até Vilhena para relembrar
momentos de sua vida, e durante sua passagem na Prefeitura, contou ao prefeito
Flori Cordeiro, ao secretário de Turismo Indústria e Comércio, Dirceu Hoffmann
e ao presidente da Fundação Cultural, Eliton Costa, momentos da sua passagem no
município.
A pioneira se
instalou em Vilhena em 1963, anos depois de seu marido, o topógrafo Hesly de
Almeida e Silva, hoje falecido, que veio a trabalho por meio do extinto
Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), em 1960, acompanhado de
uma equipe de engenheiros, que tinha o objetivo de abrir a mata, para instalar
os acampamentos, marcar parte da Rodovia Brasília/Acre, no trecho entre Vilhena
a Pimenta Bueno e fazer daquelas terras a cidade que hoje é Vilhena.
Em relatos,
Maria aponta que foi a segunda mulher de fora a chegar a Vilhena, sendo que a
primeira foi uma outra Maria, cuiabana, que trabalhava como cozinheira no
acampamento do DNER.
“O que temos
aqui, é algo especial, fomos presenteados com estes maravilhosos relatos da
dona Maria, uma guerreira que participou dos primeiros momentos da cidade em
que vivemos. São histórias lindas, da época da desbravação, que devemos nos
recordar com muito orgulho. Eu fico lisonjeado em poder ouvir as grandes
histórias contadas aqui”, aponta o prefeito.
Durante os
dias que esteve na cidade, o presidente da FCV, acompanhou Maria e a sua filha
Jane Rabelo, a conhecer os pontos onde viveram numa época em que ainda nem
existia o espaço da cidade, como hoje é conhecida. Jane aponta que a visita foi
de muita emoção para ela, e principalmente para sua mãe, ao passar por locais
onde a pioneira viveu, como o igarapé Pires de Sá, na região onde havia o
acampamento do DNER, local este que permanece da mesma forma nos dias atuais.
Maria, seu
marido, e as duas filhas do casal, que não nasceram nestes solos, devido à
falta de estrutura na época, viveram na região até meados de 1968, quando após
conflitos indígenas com os desbravadores da época, optaram por voltar para a
cidade em que viviam anteriormente, Paracatu – MG.
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