Porto Velho (RO) segunda-feira, 21 de setembro de 2020
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SAÚDE: Arom lamenta falta de estrutura na capital


A falta de atendimento básico de saúde, por parte da prefeitura de Porto Velho, está preocupando a Associação Rondoniense de Municípios (Arom). Eles alegam que a maioria dos recursos, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), são destinados a atendimentos de pacientes da Capital. Esse fator impossibilitaria muitas parcerias com os outros 51 municípios O assunto foi debatido, na última quarta-feira, em uma reunião com a associação e representantes da Sesau. O atendimento de baixa complexidade é obrigação dos municípios e os de média e alta, de responsabilidade do Estado.

“A necessidade de atendimento básico, por parte da prefeitura é fundamental, pois o nosso sistema de saúde está absorvendo muito dos serviços de baixa complexidade que são de competência do município. A preocupação é que Porto Velho é a única capital que não possui nenhum leito hospitalar municipal”, disse Milton Moreira, secretário de Estado da Saúde.

Para a Arom, o problema está na diferença entre o número de habitantes e os recursos gastos. “No interior do Estado moram mais de 1,1 milhão de pessoas e em Porto Velho aproximadamente 400 mil. Apesar do repasse federal ser feito, de maneira per capita, os investimentos oriundos do Estado acabam sendo aplicadas de forma desproporcional”, afirmou José Bianco, presidente da Arom e prefeito de Ji-Paraná.

Durante a reunião foi apresentado ao presidente da Arom números preliminares, de diversas unidades do Estado. Os dados envolvem o volume de atendimento de pacientes de Porto Velho e do interior. A idéia é nos próximos dias marcar um novo encontro para apresentação geral da situação. O objetivo é realizar uma reunião com representantes da Assembléia Legislativa, Ministério Público, Tribunal de Contas, governo do Estado e Arom.

“Precisamos esclarecer a situação da saúde em Rondônia, precisamos desmistificar que os hospitais da Capital sempre estão lotados por conta de pacientes vindos do interior. Em Ji-Paraná atendemos, aproximadamente, mil pessoas ao dia em nossas unidades, a nossa média diária de pacientes, encaminhados a Porto Velho, é apenas dois”, explicou o presidente da Arom.

Dos 52 municípios, Porto Velho é quem mais encaminha pacientes
Segundo o secretário da Sesau, “a administração Ivo Cassol está e continuará atendendo da melhor maneira possível os pacientes encaminhados as nossas unidades pelo setor municipal de saúde, mas precisamos da atuação concreta por parte da prefeitura para os procedimentos que não envolvam riscos. Se atendêssemos somente casos de competência estadual o serviço teria ainda mais qualidade”.

Dos 52 municípios de Rondônia, o que mais encaminha pacientes as unidades estaduais é Porto Velho. De janeiro a junho deste ano o Hospital Estadual e Pronto Socorro João Paulo II (JPII) atendeu por volta de 25 mil pessoas. Do total 85% são de pacientes da capital, 13% dos outros 51 municípios e 2% provenientes do Amazonas, Acre e Bolívia. O atendimento de urgência realizado no JPII é de baixa complexidade e deveria ser feito pela prefeitura da Capital.

O Hospital de Base ainda está recebendo gestantes que deveriam ser atendidas na maternidade municipal. Mais de 40% das mulheres encaminhadas à unidade chegam sem nunca terem se consultado por um ginecologista ou exame pré-natal, que teria que ser oferecido pelo sistema municipal. A maternidade de Porto Velho não possui aparelho de ultra-som, o que é obrigatório. O HB possui três.

No Hospital Infantil Cosme e Damião, mais de 90 % das urgências são oriundas da Capital, desse volume, 80% deveriam ser atendido nos postos de saúde do município. No Cemetron, aproximadamente 80% dos serviços ambulatoriais realizados pela unidade são de responsabilidade da prefeitura.

A Policlínica Oswaldo Cruz (POC) também atende uma grande demanda, pela falta de atendimento municipal. A maioria dos medicamentes, entregues pela POC, são de atenção básica e deveriam ser disponibilizados pela prefeitura de Porto Velho. No setor de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), 33% dos encaminhamentos também são pacientes da Capital.

Fonte: A/I SESAU 

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