Quinta-feira, 9 de abril de 2009 - 18h37
Desde 1999, que o nível do rio não atingia a marca de 7,50 metros. Diversas comunidades no interior estão completamente isoladas do restante do Estado. Em solo boliviano, a chuva atingiu até 200 mm em apenas 48 horas.
Daniel Panobianco - A chuva cai demasiadamente no leste da Bolívia em parte de Mato Grosso e de Rondônia. Somente nas últimas 48 horas, o SENAMHI (Serviço de Meteorologia e Hidrologia da Bolívia) registrou em suas estações, mais de 200 milímetros de chuva no Departamento de Santa Cruz, que faz fronteira com o Brasil no Estado de Rondônia. Várias comunidades bolivianas estão totalmente alagadas e cidades isoladas devido ao transbordamento de lagos, que nesta área é maior que a concentração de rios.
Com tanta chuva registrada em solo boliviano, mais as precipitações observadas nos últimos 2 dias entre o extremo oeste de Mato Grosso, região de Vila Bela da Santíssima Trindade e no extremo sul de Rondônia, entre os municípios de Cabixi e Pimenteiras do Oeste, a cheia do rio Guaporé atingiu na manhã desta quinta-feira (09) o maior nível desde 1999 na estação telemétrica da ANA (Agência Nacional de Águas), instalada em Pimenteiras do Oeste.
Às 7 horas (local), a régua marcou 7,50 metros, cerca de 1,12 metros acima do nível normal que é de 6,38 metros. Parece pouco, mas como o relevo da região é muito baixo, praticamente uma planície alagada, típica de regiões pantanosas, uma elevação dessa magnitude provoca um estrago significativo na região.
Em todo o município de Pimenteiras do Oeste, estradas e vias de acesso às fazendas estão completamente alagadas. Os córregos, riachos e igarapés não estão dando vazão à água rumo ao Guaporé, por isso, muitos estão transbordando até o limite com o município de Cerejeiras. No município de Cabixi, que faz fronteira com o Mato Grosso e a Bolívia, não se chega mais em fazendas situadas próximo ao rio Guaporé. "A área virou um pantanal enorme onde só se chega de barco ou avião", conta o pecuarista Percival Machado, de Vilhena, que tem propriedade em Cabixi.
Segundo ainda o pecuarista, tentar atravessar as áreas alagadas é um enorme risco, pois muitas pontes e bueiros foram arrastadas pela correnteza do Guaporé. Na zona urbana de Pimenteiras do Oeste, a enchente não atingiu a proporção de 2008, quando quase que a totalidade dos poucos mais de 2500 habitantes foram castigados pela cheia, pois o córrego que passava dentro da cidade foi desviado através de uma obra de drenagem. Por isso, a população foi poupada de uma que poderia ser, a maior enchente da história já vista em Pimenteiras do Oeste.
Para se ter uma idéia, em 2008, a mesma régua da ANA acusou para o limite máximo do Guaporé de 7,14 metros e agora, já são 7,50 metros.
A área alagadiça alonga-se até o município de Costa Marques, que também faz fronteira com a Bolívia. Em São Francisco do Guaporé, o rio São Miguel isolou o povoado de Santo Antonio, que também se situa às margens do Guaporé, dentro da Reserva Biológica do Guaporé.
Outra área muito alagada detectada pelos sensores do satélite ACQUA da NASA e confirmado pelas autoridades locais é todo o percuso do rio Branco, desde o sul de Alta Floresta d' Oeste até o encontro com o rio Guaporé. Esse rio passa dentro do Parque Indígena Rio Branco, entre São Francisco do Guaporé, São Miguel do Guaporé e Alta Floresta d' Oeste.
No posto fiscal Rolim Rolim de Moura do Guaporé, localizado ao sul do município de Alta Floresta d' Oeste, a cheia do Guaporé está impossibilitando a descida de aviões, pois as pistas estão parcialmente alagadas. Na mesma região, só que dentro do município de Alto Alegre dos Parecis, a cheia do rio Mequéns isola parte do Parque Indígena de mesmo nome. As chuvas tanto na Bolívia, quanto no oeste e sul de Rondônia devem continuar por mais algumas semanas.
Dados: ANA - SENAMHI - NASA - ASCOM
Fotos: Aquivo da enchente de 3 de abril de 2008/André Celso - Wilmer Borges - Fonte: De olho no tempo
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