Quarta-feira, 19 de novembro de 2008 - 11h30
Um encontro entre delegações brasileira e boliviana no hotel Pacaas Palafitas, em Guajará-Mirim, define nesta quinta-feira o Termo de Referência para o projeto básico de engenharia e EIA/Rima, além da minuta do edital para a construção da ponte binacional Brasil/Bolívia. A obra, que representa para o Brasil mais uma opção de saída para o Pacífico, abre, para Guajará-Mirim e região, a perspectiva de uma verdadeira revolução na economia, com a abertura de um imenso mercado para a produção local. A ponte resgata também um compromisso histórico do governo brasileiro, assumido com a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, no qual o Brasil se comprometia a oferecer à Bolívia uma saída para o oceano Atlântico, ao tempo em que anexava o estado do Acre.
Para o diretor de Planejamento e Pesquisa do DNIT, Miguel de Souza, a ponte, numa avaliação prévia, deverá custar em torno de R$ 200 milhões ao governo brasileiro e terá 1.100 metros, com pista dupla e passagem de pedestres de ambos os lados protegidas por New Jersey, aqueles imensos blocos de concretos instalados ao longo da duplicação de BR-364 em Porto Velho. Ainda não está acertada com a delegação boliviana a localização da obra, mas o locam mais adequado é próximo ao mirante de Guajará-Mirim. Ali o leito do rio é mais apropriado para as fundações e a largura menor. No lado brasileiro isso não representará qualquer problema de acesso e, no lado boliviano terá que ser pavimentada uma estrada já existente de aproximadamente três quilômetros até o centro de Guayaramerim. Qualquer outra opção representará uma elevação insuportável no custo da obra.
A ponte vai representar uma conquista muito maior para o município de Guajará-Mirim, pois virá acompanhada da abertura da BR-080, cujo trecho final vai ligar Machadinho do Oeste a Nova Mamoré, cruzando com a BR-364 em Ariquemes e oferecendo à região uma nova opção de acesso aos estados do sul. Miguel de Souza que, quando presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia, lançou a idéia de buscar uma saída para o Pacífico, tem justificados motivos de satisfação com a concretização dessas obras, já que todo o planejamento passa pela Diretoria de Planejamento e Pesquisa, cuja titularidade ocupa hoje do DNIT.
A comitiva brasileira é composta pelo diretor de Pesquisa e Planejamento do DNIT, Miguel de Souza, pela representante da Coordenação de Meio Ambiente do DNIT, Aline Figueiredo de Freitas e pelo coordenador de projetos do órgão, Eduardo Calheiros de Araújo. Será composta também pelo chefe da Divisão da América Meridional II, do Itamarati, João Marcelo Galvão Queiroz, do secretário daquela Divisão, Flávio Riche, de Rodrigo Vale da Fonseca, da Secretaria de Divisão da América Meridional II em La Paz e da secretária da embaixada da Bolívia, Geovana Miranda. O Ministério dos Transportes será representado no encontro por Lúcia Maria Barilo, da Assessoria Internacional. O Governo de Rondônia estará representado pelo vice-governador João Cahulla.
A programação no lado brasileiro será desenvolvida no hotel Pacaas Palafitas Lodge e prevê a abertura da reunião técnica, com participação exclusiva das representações brasileira e boliviana, para às dez da manhã desta quinta-feira. Às 13:00 horas será oferecido um almoço a todos os participantes, imprensa e convidados. A reunião será retomada às 14h30m e encerrada às 17:00 horas. A assinatura da ata da reunião será às 18:00 horas, após o que será servido um coquetel. Com a expectativa da decisão sobre a localização da ponte durante o encontro, está programado um passeio de barco para a manhã de sexta-feira até o local escolhido para a obra. Em seguida a comitiva retorna a Porto Velho.
Fonte: Carlos Henrique
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