Segunda-feira, 14 de dezembro de 2020 - 12h25

Representantes da
comunidade surda de Rondônia foram recebidos pelo presidente da Fundação Cultural
do Município (Funcultural), Ocampo Fernandes e também pelo secretário de
Governo, Devanildo Santana, para apresentação do novo Complexo da Estrada de
Ferro Madeira Mamoré e verificação de parte das demandas que possibilitam a
inclusão deste público.
No passeio, liderado pelo
presidente da Associação dos Surdos de Rondônia, Geovane Vasconcelos e do
presidente da Associação dos Surdos de Porto Velho, Danilo Ramos, o
presidente da Funcultural e também historiador detalhou os investimentos,
propostas e a história da Estrada de Ferro.
A visita, segundo
Devanildo Santana, foi motivada a partir de um pedido do representante
municipal da comunidade ao prefeito, Hildon Chaves, para que houvesse uma
interlocução entre a administração e os surdos e para que eles sejam melhor
compreendidos nas repartições que prestam serviços ao munícipe e pela sociedade
no geral.
“Sabemos das limitações
existentes. Hoje um surdo encontra dificuldades na comunicação em diversos
setores. Um exemplo prático é a busca por atendimento nas Unidades de Pronto
Atendimento (Upas). Então o prefeito quer a presença dos representantes na gestão
para entender melhor as necessidades e como solucioná-las dentro das
possibilidades”, explicou Santana ao detalhar que um mecanismo está sendo
estudado para resolução destes problemas, uma espécie de call center.
Santana ainda reforçou que
o prefeito já determinou ao Secretário Municipal de Educação (Semed) a
contratação de intérpretes.
Segundo levantamento do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, Porto Velho tem
aproximadamente 8 mil surdos. Em todo o estado são cerca de 30 mil. “Em Porto
Velho falta acessibilidade em muitos lugares, existe a falta de comunicação. O
surto torna-se dependente e nós queremos independência, por isso clamamos pela
Central de Libras. Precisamos de uma estratégia, sabemos das barreiras, mas
podemos trabalhar juntos, eu acredito nas mudanças”, manifestou Danilo Ramos,
que complementou elogiando a reforma do espaço.
O presidente da
Funcultural por sua vez deu sugestões como uma parceria com a comunidade surda
para que participem e ocupem o espaço da EFMM por meio da Central de
Atendimento ao Turista (CAT) que será instalado em breve na praça. “Precisamos
de uma equipe de interação com os visitantes. Vai ser possível sim uma ocupação
deles aqui dentro”, finalizou.

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