Quinta-feira, 31 de janeiro de 2019 - 11h19

Os animais serão capturados e levados para um local específico, onde serão tratados, castrados e colocados para adoção
Cães e gatos que vivem perambulando pelas ruas de Porto Velho terão tratamento diferenciado pela prefeitura, para que não mais representem riscos de acidentes e à saúde pública. O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (29/01), pelo prefeito Hildon Chaves, após reunião com representantes das secretarias de Saúde, Meio Ambiente e Planejamento.
“É chegada a hora de Porto Velho enfrentar essa questão do bem-estar animal, essa questão dos cães e gatos de rua. Hoje, quem se responsabiliza, quem toca essa política pública é a sociedade civil, através de algumas Ongs, e já é chegada a hora da prefeitura também fazer parte desse processo de forma mais ativa, de forma sistemática”, declarou.
Chaves afirma que existe uma proliferação desenfreada de animais de rua e precisa que políticas públicas sejam efetivadas para resolver essa questão, para controlar essa proliferação. “Nós estamos agora muito próximos de resolver esse problema de uma vez por todas”, disse.
Responsável pelo projeto intitulado Bem-estar Animal, o subsecretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), Robson Damasceno, explica que o Município vai contratar Bombeiros Civis para capturar os bichos. “Há um rol de animais a serem alvos dessa busca, que estão sendo catalogados desde novembro passado pela Brigada Municipal”, afirmou.
A partir de março, quando o projeto for implantado, a captura iniciará pelos bairros onde a população de animais errantes é maior. Eles serão levados para uma área específica do Departamento de Controle de Zoonoses (DCZ), para serem cuidado, tratado e castrados. Posteriormente serão disponibilizados para adoção. Os que não forem adotados serão soltos, sem riscos para a saúde pública e sem chance de reprodução.
Zoonoses
O gerente de controle de zoonoses e animais domésticos da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Thiago Martinho, explica que o projeto em nada vai interferir no trabalho da equipe do DCZ. “Vamos ceder o espaço físico do antigo DCZ para a equipe de Bem-estar Animal. No entanto, continuaremos cuidando das doenças que são transmitidas dos animais para os seres humanos, que são as zoonoses”, comenta.
Com relação à participação da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sempog), esta vai disponibilizar parte dos recursos para implantação do projeto.
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