Segunda-feira, 9 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Municípios

Pastores defendem liberdade de culto


Pastores defendem liberdade de culto e criticam
Lei da Mordaça, relatada por Fátima Cleide

Reunidos em audiência pública na Câmara Municipal de Cacoal, pastores evangélicos de várias regiões do Estado ratificaram a posição contrária ao projeto de lei 1226, relatado pela senadora Fátima Cleide, considerada pelo meio evangélico e cristão como ‘a Lei da Mordaça”, que restringe o direito de culto e a liberdade de livre manifestação do pensamento e expressão, assegurados na Constituição Federal e que vai impor sérias restrições aos pastores nas suas pregações e cultos.

O evento, promovido pela Associação dos Pastores Evangélicos de Cacoal (APEC), reuniu vários líderes religiosos, na noite desta terça-feira e as conversações avançam para a realização de uma audiência pública na Assembléia Legislativa, para discutir com toda a sociedade o tema. Nesta quarta, pela manhã, mais uma audiência foi realizada em Ji-Paraná para debater o assunto, na Câmara Municipal, que ficou completamente lotada.

“Não apenas os evangélicos, mas toda a sociedade será duramente atingida pela lei que passa a estabelecer uma situação de exceção a uma determinada comunidade, em detrimento da liberdade dos demais grupos. Os evangélicos não estão promovendo nenhuma campanha contra os homossexuais, pelo contrário, respeitamos o direito de todos, mas é preciso que a nossa liberdade de culto seja respeitada e que os ensinamentos bíblicos sejam seguidos e difundidos pelo mundo, sem serem caracterizados como crime”,  afirmam os pastores.

Também conhecida como a lei da Homofobia, o projeto de lei 1226 torna crime a discriminação e o preconceito contra os homossexuais, definindo punições para diversas práticas consideradas discriminatórias. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da senadora Fátima Cleide e aguarda votação em plenário, no Senado Federal.

Na justificativa para as audiências, a APEC alega que no projeto em debate no Congresso há inúmeros artigos que ferem a liberdade de expressão e de culto, colocando em risco o funcionamento de igrejas evangélicas e promovendo uma censura contra as pregações e os ensinamentos bíblicos. A Lei em discussão tipifica diversas situações, inclusive no âmbito das igrejas, como crimes de racismo ou de discriminação contra homossexuais e transexuais.

"A intenção é abordar as inúmeras falhas da lei e mostrar o quanto as igrejas e a liberdade de manifestação no país serão prejudicadas caso esse projeto seja aprovado no Senado Federal", diz o documento expedido pela APEC.

Fonte: Iranildo Costa Luna

Gente de OpiniãoSegunda-feira, 9 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Entre cuidado e união, mulheres celebram o 8 de Março em Porto Velho

Entre cuidado e união, mulheres celebram o 8 de Março em Porto Velho

Há dias em que a cidade acorda com outro ritmo, mais acolhedor, mais humano. Quando chega o Dia Internacional da Mulher, o coração parece bater um pou

Força feminina ajuda a preservar a memória da EFMM

Força feminina ajuda a preservar a memória da EFMM

Em um ambiente historicamente marcado pela presença masculina, Euzenir Gomes construiu sua trajetória profissional na ferrovia, tornando-se exemplo de

No dia das mulheres, Prefeitura leva saúde, cultura e serviços ao Espaço Alternativo

No dia das mulheres, Prefeitura leva saúde, cultura e serviços ao Espaço Alternativo

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher, a Prefeitura de Porto Velho realiza neste domingo (08), a partir das 16h, no Espaço Alternativo, uma ação

Ponte metálica terá estrutura fixa na Estrada de Santo Antônio

Ponte metálica terá estrutura fixa na Estrada de Santo Antônio

Idealizada após mais um rompimento da pista durante um período de fortes chuvas, a ponte que está sendo construída sobre o igarapé Bate-Estaca contará

Gente de Opinião Segunda-feira, 9 de março de 2026 | Porto Velho (RO)