Porto Velho (RO) quinta-feira, 1 de outubro de 2020
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PANOBIANCO: Rio Machado passa de 11 metros e deixa desabrigados em Ji-Paraná



Com a continuidade das chuvas desde Vilhena e todos os afluentes cheios, Ji-Paraná se prepara para uma das maiores enchentes da história.

Daniel Panobianco - Após provocar a maior enchente de todos os tempos em Pimenta Bueno, no sul de Rondônia, as águas dos rios Barão de Melgaço e Pimenta Bueno alimentam o rio Machado fazendo com que o nível não pare de subir. No Distrito de Riozinho, em Cacoal, várias casas estão completamente inundadas com a cheia do rio que passa pela região. 

Já em Cacoal, o Corpo de Bombeiros contabiliza mais de 150 residências afetadas pela cheia do ribeirão Pirarara, que desemboca no rio Machado. Como o Machado está muito cheio na região, a vazão do Pirarara não acontece e por isso a água fica retida na cidade sem escoar. Já em Ji-Paraná, o salto do nível do Machado veio à galope. 

Em questão de 24 horas, o rio subiu mais de 2 metros atingindo ao meio-dia deste domingo, a marca de 11 metros. O nível normal é de 9,09 metros e a cota de alerta é a partir de 9,78 metros. Os dados aferidos são da estação telemétrica da ANA (Agência Nacional de Águas). 

De acordo com o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Obras do município, famílias inteiras já retiraram seus pertences e foram encaminhadas para o ginásio de esportes "Gerivaldão", no Centro da cidade. Outras tantas continuam saindo às pressas vendo que o nível do rio só aumenta a cada hora que passa. 

Para piorar a situação, o ar quente e úmido formou uma faixa de nuvens carregadas desde o norte de Mato Grosso até o sul rondoniense, onde a chuva cai sem parar nas regiões de Vilhena, Pimenta Bueno e Cacoal. 

Em 2009, Ji-Paraná enfrentou uma das maiores enchentes da história, com nível atingindo 11,45 metros no dia 6 de fevereiro. Pelo menos 12 mil pessoas foram afetadas pela enchente que invadiu lojas, residências e fez desaparecer o Complexo Cultural Beira Rio, que fica às margens do mesmo. O canal Dois de Abril transbordou nos bairros Urupá e Centro. As maiores enchentes ainda pertencem aos anos de 1986 e 1989, quando o nível das águas ultrapassou a rodovia BR-364.
O clássico registro de cheias e vazantes do rio Machado indica que esta não será apenas mais uma enchente ou uma subida de curta duração. Já choveu e continua chovendo em todos os rios afluentes, como o Anta Atirada, em Rolim de Moura e o Urupá, na cidade de mesmo nome. E a previsão é de muita chuva para esta semana no centro-sul do Estado. 

De acordo com previsões do CPTEC/INPE (Centro de Previsões de Tempo e Estudos Climáticos) do (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), um novo canal de umidade irá se alinhar esta semana entre a Amazônia e o Sudeste do Brasil. Em situações de ZCOU (Zona de Convergência de Umidade), a chuva em Rondônia, especialmente no sul do Estado, cai de forma intermitente, o que pode agravar muito a situação da enchente na segunda maior cidade de Rondônia. 

Os dados ainda ditam que os maiores níveis de enchente em Ji-Paraná ocorreram entre o final de março e na primeira quinzena de abril, portando, ainda há muita água pra cair na região

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Dados: ANA - Corpo de Bombeiros - CPTEC/INPE

(Fotos: João Nogueira/
Central Rondônia/Diário da Amazônia)

(Fonte: De olho no tempo)

 

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