Sábado, 17 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Municípios

Pagamentos atrasados motivam greve dos médicos em Guajará-Mirim


 
Cerca de quinze médicos estão em greve desde a última quarta-feira (15) no município de Guajará-Mirim. As principais reivindicações são salários atrasados há 25 meses por parte da administração municipal, falta de pagamento de insalubridade e falta de condições mínimas de trabalho nas unidades de saúde.

De acordo com o Diretor Clínico do Hospital Regional de Guajará-Mirim, José Rodriguez Andrade, apenas os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos na principal unidade de saúde. “Tentamos negociar com a prefeitura, mas não conseguimos sucesso. A greve foi inevitável”.

Após três anos de inúmeras tentativas para resolver os constantes atrasos nos salários, junto à prefeitura municipal, os médicos decidiram parar as atividades. Segundo Dr. José Rodriguez, os médicos recebem os salários sempre após o dia 20 de cada mês, sendo que outros servidores públicos recebem no dia 10. Ele explica ainda a Lei Municipal aprovada na Câmara de Vereadores não é cumprida. A legislação determina o pagamento de insalubridade de 40% sobre o salário para quem trabalha no hospital.

O salário defasado também é motivo de revolta dos profissionais de saúde. Na capital um plantão de 24 horas custa cerca de R$ 1.500,00. Em Guajará-Mirim o médico recebe apenas R$ 840,00 reais bruto pelo mesmo plantão.

Outro grave problema motivador da greve dos médicos é a falta de estrutura no Hospital Regional de Guajará-Mirim. Os médicos denunciam que não há aparelho para exames de eletrocardiograma. O centro cirúrgico esta sem lâmpadas e com material instrumental antigo. A maternidade, única de cidade, esta inativa há 5 anos com uma obra que nunca foi concluída. Pacientes mais graves são encaminhados para hospitais de Porto Velho.

Negociação

Foram várias reuniões entre o Sindicato Médico e a Prefeitura de Guajará-Mirim para encontrar uma solução sobre os atrasos de salários, mas nada foi resolvido. Para o presidente do SIMERO, Rodrigo Almeida, falta vontade política das autoridades para resolver o problema. “A prefeitura não aceita negociar e é responsável pela situação em que se encontra o setor de saúde naquela cidade”, afirmou.

A greve dos médicos de Guajará-Mirim vai continuar por tempo indeterminado.

Fonte: Adão Gomes

 

Gente de OpiniãoSábado, 17 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Auditoria da prefeitura de Porto Velho deu início à investigação policial no Ipam

Auditoria da prefeitura de Porto Velho deu início à investigação policial no Ipam

Iniciada nos primeiros meses de 2025, uma auditoria interna promovida pela Prefeitura de Porto Velho culminou na deflagração da operação denominada “S

Ipam identifica irregularidades e aciona a Polícia Civil, que dá origem à Operação Sutura

Ipam identifica irregularidades e aciona a Polícia Civil, que dá origem à Operação Sutura

O Instituto de Previdência e Assistência Médica dos Servidores do Município de Porto Velho (Ipam) informa que a Operação Sutura, deflagrada pela Políc

ARDPV determina limpeza ininterrupta nos banheiros da Rodoviária de Porto Velho

ARDPV determina limpeza ininterrupta nos banheiros da Rodoviária de Porto Velho

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV) determinou, nesta quarta-feira (15), o r

Prefeitura inicia reforma geral do Parque Circuito, símbolo histórico de Porto Velho

Prefeitura inicia reforma geral do Parque Circuito, símbolo histórico de Porto Velho

Na manhã desta quarta-feira (14), foi assinada a ordem de serviço que autoriza o início das obras de revitalização do Parque Circuito Dr. José Adelino

Gente de Opinião Sábado, 17 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)