Porto Velho (RO) quarta-feira, 30 de setembro de 2020
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Opinião: Um problema chamado Seduc


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A situação como um todo (politicamente e administrativamente) da Secretaria de Estado da Educação em Rondônia parece caminhar a passos de tartaruga. No governo passado (2003-2010) tivemos quatro secretários de educação ineficientes e totalmente inertes à situação educacional nos quatro cantos de Rondônia. De contabilista a semi-escolarizado e até um policial civil estiveram no comando da SEDUC. Entra e sai governo e a preocupação sempre recai com a saúde e segurança. Óbvio que o sistema de saúde pública requer atenção cautelosa e a segurança pública maior planejamento e gestão do Estado, porém a educação é algo a longo prazo, fator este que nossos governantes e representantes (deputados e senadores) não cobram eficiência e resultados do governo e muito menos a população maior interessada. Quando um paciente fica exposto às condições desumanas nos corredores do Pronto Socorro João Paulo ou do Hospital de Base a imprensa faz um enorme alarde e a cobrança por parte do governo se torna um espetáculo para os oposicionistas. Quando a polícia faz greve o caos é total e se vê o poder desta categoria que representa um quarto (25%) da nossa a de educadores, e qualquer governador pede socorro por mais truculento que seja. Agora quando a educação pára na busca de melhorias salariais, condições de trabalho e eficiência do Estado?   

A situação é bizarra, pois não causa o efeito ação-reação a que se espera de um país que precisa tanto de educação e ensino de qualidade. Se a nossa categoria faz greve ou mobilização o que se ouve é um ressoar de graças a Deus, como “vou descansar uns dias”. Quando falta professor de determina disciplina, coloca-se um emergencial sem sequer ser graduado na área disciplinar uma espécie de “tampa” dos problemas educacionais tão evidentes afim de que se cumpra a carga horária. Já presenciei em escolas, técnico de enfermagem lecionando química, ou ainda bacharel em direito lecionando artes, matemática e até biologia. É mole! Mas o que importa é ter aula, não importa com quem e como serão tais aulas. O que diria Policarpo Quaresma?

Retornando ao foco deste artigo, a atual administração da SEDUC neste governo que tanto prometeu para uma educação de qualidade, eficiente e igualitária não está fazendo a lição da promessa. Percebo que os deputados também não cobram soluções para o caos que se encontra o sistema educacional, Triste situação que nos encontramos. De um lado um secretário que veio para tapar um buraco de falta de nomes para a titularidade da pasta após a exoneração de Jorge Elarrat (outra aposta decadente do atual governador) e de outro lado a SEDUC tentando tapar o rombo estrutural nas escolas que vai desde falta de professor até merenda servida aos alunos que mais parece lavagem de porcos.   

Assim o governador resolveu sua equação, colocando um faz de conta na educação até que o assessor “Santo Expedito” consiga assumir. Júlio Olivar não posso julgá-lo profissionalmente, mas o bom moço sabe que seu papel é o mesmo de um membro da família Real Brasileira ou de um suplente de deputado. A SEDUC só funcionará como o governador tanto deseja se fizer uma gestão de choque começando a exonerar os “dráculas” que lá se encontram. A atual equipe da secretaria é um faz de conta com vários projetos que não saem do papel e são plágios de outras secretarias de educação pelo Brasil que deram certo. Plagiar é fácil o difícil é fazê-lo andar. São vários CDS mantidos do governo passado de Ivo Cassol na atual gestão da SEDUC, pessoas ineficientes e que tornam a secretaria inerte sem resultados e sem produção.

O pior de todo este emblemático problema chamado SEDUC é o assessor especial “Santo Expedito” do governador mais conhecido por Mário Jorge, que tinha caído ao esquecimento público após anos de decadência em frente à SEMED da capital e a vida política parasitária. O mesmo se intitula o premier da educação pública. Ele deixou a educação da capital quando foi secretário municipal com o pior índice entre as capitais da Região Norte tanto nos conceitos de níveis de aprendizagem, salário de professores, investimentos em estrutura e merenda escolar. Pergunte você, caro leitor de meu singelo artigo para Dona Epifânia, atual deputada estadual se ela o nomearia para secretário de educação.

O próprio governador sabe dos riscos de nomear uma pessoa com curriculum tão decadente que sequer conseguiu se firmar  na esfera política e o máximo que conquistou na última eleição municipal foi a terceira suplência graças a tal regra de proporcionalidade eleitoral. O problema é que qualquer um que assuma a secretaria de educação após Júlio Olivar, que como sabemos está interinamente e será substituído brevemente, consiga fazer a revolução na educação tão sonhada pelo governador com a figura do Mário Jorge caminhando junto como uma grande formiga querendo atacar a colméia a qualquer custo. Para ele não é interessante que o secretário ou secretária de educação faça um bom trabalho, pois assim não poderá assumir tão cobiçada cadeira. Quem perde com isto somos todos que apostamos em tempos melhores para nossas escolas, para nossas crianças para nós professores para o futuro de nosso amado Estado de Rondônia enfim, para nosso tão massacrada educação pública.

Fonte: Prof. Victoria Bacon
Professora e pesquisadora do universo educacional (educação básica e PPE). e-mail: victoriabacon2004@hotmail.com

 

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