Porto Velho (RO) domingo, 20 de setembro de 2020
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Operação Aciso inicia atendimentos em Parecis


A população de Parecis, município localizado a 580 quilômetros de Porto Velho, recebeu na manhã de ontem, sábado (27) as equipes da Operação Aciso, com prestação de serviços na área da saúde e cidadania. Pela manhã foram realizadas consultas e exames médicos e atendimentos odontológicos, bem como expedição de carteiras profissionais e de identidade.

Os trabalhos serão realizados ao longo do dia deste sábado, no domingo e na segunda-feira até às 12h. Os atendimentos odontológicos estão acontecendo nas dependências do Hospital de Pequeno Porte Francisco Amaral Brito e a expedição de documentos na Escola Benedito Laurindo Gonçalves, ambos no Centro, nas proximidades da Praça da Matriz.

Para o prefeito Luiz Amaral Brito, a presença da Operação Aciso aconteceu no momento mais oportuno, quando a cidade está praticamente sem médico, sem dentista e acumulando uma grande demanda pelos documentos pessoais. A arrecadação, de acordo com o prefeito, é zero e os repasses recebidos do Estado e da União não atendem as necessidades básicas da administração. Motivo pelo qual ele agradeceu muito pela passagem da Operação pela cidade, e pediu ao major Paulo Nery, coordenador da Operação, o retorno das equipes o mais breve possível, por um período maior de permanência, oportunizando aos moradores da zona rural o acesso aos serviços.

Assim como a satisfação do prefeito com a presença da Operação Aciso em Parecis, a população que buscou atendimento também destacou a importância dos serviços. Aparecida Saldanha Alves, 33 anos, moradora da P-14, localizada a cerca de dez quilômetros da sede do munícipio foi atendida pelo dentista, onde fez uma extração de um dente sem recuperação e, ao passar pela consulta médica, foi advertida de que precisa buscar um tratamento com especialista. “Eu fiz um exame, mas não tinha pra quem mostrar, hoje a doutora viu e disse que eu preciso correr com o tratamento, porque o caso é grave; quer dizer, sem médico agente pode morrer de uma hora pra outra sem saber que está doente”, desabafou.

Aparecida aproveitou para levar o filho Gustavo, de 10 anos, também ao dentista. A mãe, Maria Saldanha, de 58 anos e o pai, Jasmiro Pinheiro de 59, também aproveitaram para se consultar. “A saúde aqui está muito ruim, falta médico e dentista e também não tem remédios na farmácia”, reclamou Maria Saldanha, que é obrigada a ir a Cacoal para fazer tratamento cardiológico. Segundo ela, que mora na Linha Capa Quatro, nem sempre tem recursos para se deslocar até Cacoal.

Fonte: Decom

 


 

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