Quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 - 12h13
Com o anúncio do Governo do Estado em assumir o Hospital Regional, a Prefeitura de Guajará-Mirim buscou junto a Câmara de Vereadores a aprovação para a liberação de 28 funcionários da saúde e o atendimento do hospital de média e alta complexidade para serem repassados ao estado, onde hoje é gastos um milhão de reais em média ao mês. Na manhã de ontem, quarta-feira (14), servidores da saúde, representantes de sindicatos e alguns vereadores
estiveram realizando um manifesto denominado “Pró-Hospital Regional”, onde visam a não terceirização do Hospital a entidades privadas.
Os manifestantes estiveram concentrados em frente ao SINTERO, saíram pela Avenida XV de Novembro no trajeto a chuva não impediu que os mesmo continuassem a manifestar seu posicionamento. Chegando a frente do prédio Palácio Pérola do Mamoré, os manifestantes adentraram no pátio e deixaram claro que são contra a terceirização e privatização do Hospital Regional.
Francisco Sanchez, representante sindical, durante seu pronunciamento contra a terceirização aproveitou para pedir que o prefeito do município, Atalíbio Pegorini e seu Chefe de Gabinete, Décio Keher renunciasse, caso contrário ele afirmou que ambos sairiam por mal. “O Governo vai entregar o serviço para uma empresa da área da saúde, eu e todos vocês teremos que pagar para ser atendido”, justificou Sanchez.
À vereadora Marileth Soares Deniz e o vereador Francisco Mercado Quintão foram enfáticos em dizer que a lista ora cogitada na cidade de uma provável demissão de servidores existe, mas devido à pressão realizada o Poder Executivo se absteve.
Já o sindicalista Francisco Tobias o movimento é uma forma de os servidores se manifestarem contra a vontade do Governo em privatizar o atendimento na área da saúde no município que deverá ocorrer nos próximos dias.
Os manifestantes seguiram até o prédio da Promotoria Pública de Guajará-Mirim onde protocolaram um manifesto em desfavor da terceirização e privatização do Hospital Regional e solicitaram que um promotor público analisasse a situação.
O movimento seguiu para frente da Secretaria Municipal de Saúde e encerrando o ato público em frente ao Hospital Regional.
Poder Executivo
Devido à ausência do prefeito no município naquele momento, a redação do jornal e site O Mamoré buscou o Chefe de Gabinete, Décio Keher. De acordo com a autoridade os edis estão equivocados e o recurso da saúde é do SUS não fazendo sentido tamanha atitude. “Primeiramente acho que esse ato é politiqueiro. Jamais o prefeito aceitaria que fosse cobrado o atendimento, por exemplo, num pronto socorro, terceirização é uma coisa e privatização é outra. Claro que não sabemos exatamente como vai funcionar, sabemos da terceirização na área devido às informações da imprensa estadual”, declarou.
Perguntado sobre a solicitação do sindicalista Francisco Sanchez de que prefeito e chefe de Gabinete deveriam renunciar, Décio foi enfático em afirmar: “Como é que uma pessoa pode afirmar que só atrapalho, se ele não lembra, mas junto com este sindicalista houve o trabalho do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores da saúde, o vale alimentação, a insalubridade, são algumas das ações que eu pessoalmente junto com o Sanchez viabilizei pelo Executivo. Não entendo mesmo porque essa atitude agora, só posso crer que ele usa de falácias para manipular a categoria. Continuo afirmando é uma ação política”, desabafou o represente do Poder Executivo.
Fonte: Jornal O Mamoré
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