Sexta-feira, 28 de novembro de 2008 - 14h02
Marcelo Freire
O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Neodi, confirmou para este sábado (29), em Machadinho, reunião com o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Roberto Mangabeira Unger, para discutir o Plano Amazônia Sustentável (PAS). O começa às 8 horas, na quadra da escola Alberto Nepomuceno, e será aberto ao público.
No mês de passado, Neodi participou em Brasília de uma reunião no Ministério do Meio Ambiente com o ministro, Carlos Minc. Disse que ficou muito feliz pelo que ouviu do ministro porque ele não enrolou. Foi direto ao assunto nas questões que abordamos sobre a preservação do meio ambiente no Estado de Rondônia.
O deputado Neodi falou também disse que durante a reunião com o ministro questionou as multas que o Ibama aplicou no município de Machadinho, durante a operação Arco de Fogo, no início do ano. Ele tratou ainda sobre a Reserva de Bom Futuro, onde hoje já existem escolas instaladas.
PAS - Além de Rondônia, o ministro vem percorrendo, desde que recebeu a missão de coordenar o PAS, todos os estados da Amazônia Legal para conhecer a realidade local. Segundo o ministro, ouvir a população é um meio de fazer com que o PAS não seja um projeto de governo, mas sim de Estado. "Queríamos ouvi-los para evitar que o Plano seja imposto de cima para baixo. Se assim for, não durará".
De acordo com o ministro, não é preciso que haja uma escolha entre o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. "Se o Brasil for obrigado a escolher, na Amazônia, entre desenvolvimento e preservação da natureza, escolherá desenvolvimento. É, porém, escolha inaceitável e desnecessária. Temos condições de construir na Amazônia o que nos países ricos de hoje tanto se fala e quase nunca se pratica: um modelo de desenvolvimento que ao mesmo tempo utilize e preserve a natureza", disse.
O trabalho de coordenação do PAS se divide em sete eixos: regularização fundiária e zoneamento ecológico e econômico; medidas contra o desmatamento; incentivos aos pequenos produtores que atuam nas zonas de transição entre a floresta e o cerrado; reorganização da agricultura e da pecuária do Brasil a partir da Amazônia e dos cerrados; instalação de indústrias de transformação e florestais; transporte multimodal; e ciência e educação.
Fonte: Decom
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