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Migrante que chegou a Rondônia em caminhão pau de arara é dono da 400ª agroindústria familiar


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Geraldo Efrem dos Reis

O mineiro Geraldo Efrem dos Reis, 47 anos, e a esposa Renata Vilela migraram para Rondônia em 1982. Depois de vários anos trabalhando em lavouras de café, banana e com pequena criação de gado, decidiram agregar mais lucro à produção e agora são os proprietários da 400ª agroindústria familiar inaugurada sábado (14) na Linha 202, a 9 km da sede do município de Vale do Paraíso.

Reis conta que a viagem entre a cidade de Itumirim, região montanhosa do Sul de Minas Gerais, até a zona rural do antigo distrito de Ouro Preto do Oeste demorou sete dias. “Todo o percurso foi em cima de um caminhão pau de arara junto com um leva de outros migrantes”, explicou.

A “Agroindústria Familiar de Processamento de Café e Urucum Medalha” entrou em funcionamento e torra e moi, atualmente, cerca de 500 kg de café por mês. Segundo Renata, eles chegaram a pensar em desistir quando as metas de venda do produto eram baixas.

Mas adiantou que tudo começou com a decisão de buscar mais uma ocupação doméstica e moeu em 2010 os primeiros quatro kg de café torrados de forma artesanal. A procura começou a aumentar e daí por diante o casal teve que procurar a ajuda de dos vizinhos e amigos, inclusive para auxiliar no empacotamento do produto, que continua com o rótulo antigo.

A propriedade produz apenas 30 sacas de café. Com os novos negócios, observou Reis, passamos a comprar dos próprios cafeicultores locais mais 60 ou 70 sacas. “Em média 100 sacas ao ano”.

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O primeiro torrador, segundo Reis, foi emprestado por um amigo da família. Os novos equipamentos, como o triturador e o moinho, são aquisições feitas com o lucro da venda do café e urucum “Medalha”, que agora com o selo de qualidade se expandirá para outros municípios.

Na busca de maior lucro, ele plantou um hectare de café com o objetivo de diminuir as despesas com a compra. O sucesso do negócio, de acordo com Reis, é comprar o café de boa qualidade e pagar bem ao produtor local pelo fornecimento. O kg do café moído é comercializado a R$ 10,00.

Acir Vilela, pai de Renata, ensina que café bom para abastecer a agroindústria é o produto “secado na lona” Uma saca de café em caroço é equivalente a 18 latas de 20 litros.

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Acir Vilela


Fonte
Texto: Abdoral Cardoso - Decom
Fotos: Ésio Mendes
Decom - Governo de Rondônia

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