Porto Velho (RO) quinta-feira, 24 de setembro de 2020
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Marcos Rogério lamenta descaso em Rio Pardo


O deputado federal Marcos Rogério (PDT/RO) lamentou ontem, quinta-feira, 2, no plenário da Câmara, a falta de investimento que tem afetado a localidade de Rio Pardo, distrito de Porto Velho. Localizado a 180 quilômetros da capital de Rondônia, a população local sofre com a falta de infraestrutura, saúde e educação.

A situação foi constatada durante visita do deputado ao distrito. De acordo com relato de moradores, os alunos do ensino infantil estão sem aula desde o ano passado. Já os alunos do ensino fundamental e médio estudam num barraco de madeira, em inadequadas condições para um ambiente escolar.

O parlamentar denunciou ainda, que a água que chega à escola está contaminada com óleo, por causa da existência de um posto de combustível ao lado da escola. “Em um País como o nosso, onde deveríamos ter a educação como prioridade, é lamentável encontrar uma situação com essa. Ensinar e aprender nessa escola de Rio Pardo são tarefas duras para alunos e professores”, afirmou.

Além disso, a população que vive na região há mais de 14 anos, também sofre com a falta de acesso a saúde. Segundo Marcos Rogério, a Unidade Básica de Saúde, construída com recursos das compensações das usinas que estão sendo construídas no Rio Madeira, não tem médico e enfermeiro, por não ter energia elétrica no local.

Um motor, mantido por alguns empresários e moradores, atende precariamente, em alguns horários, para quem paga pela energia. “Já encaminhei pedidos de providências urgentes às autoridades municipais, estaduais e à Eletrobrás, para que solucionem o problema na região”, disse.

O deputado fez um apelo ao governador do Estado, Confúcio Moura, ao prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif para que atendam com urgência a comunidade de Rio Pardo. “Durante muito tempo, aquela comunidade foi abandonada pelas autoridades, com argumento de que se tratava de área de reserva e, com isso, sem os serviços públicos essenciais, pretendia forçá-los a sair de lá. Todavia, o tempo passou, não saíram; já houve acordos de compensação de área, e eles precisam de uma resposta rápida do Poder Público”, frisou.

Fonte: Luziane Ximenes

 

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