Quarta-feira, 4 de maio de 2011 - 11h50
Um tema que preocupa autoridades e a população que necessita dos serviços de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em Ji-Paraná, foi discutido na última sessão ordinária da Casa de Leis pelo vereador Marcos Rogério (PDT). O convênio entre governo e o município disponibiliza seis leitos à população instalados no Hospital Cândido Rondon (HCR), porém, conforme o vereador, por se tratar de hospital particular, muitas vezes, o atendimento é dificultado pela ‘burocracia e o interesse econômico’. “Muitos pacientes, em estado grave, vão direto ao HCR para serem internados na UTI pelo SUS e quando não há vaga pelo SUS, ficam na ambulância aguardando alguém prestar um cheque caução ou adiantar o pagamento, sob pena de não ter o atendimento. Isso, além de ser desumano, é ilegal e imoral” afirma.
Segundo Marcos Rogério essa exigência feita pelo hospital causa transtornos para a família do paciente, que precisa de atendimento com urgência. O vereador afirma já ter presenciado situações em que o hospital exigiu a garantia do paciente, antes de dar o atendimento. “Não sou contra o hospital ter seus métodos de segurança na prestação do serviço, mas o atendimento público, prestado por empresa privada, tem suas implicações, sendo uma delas a garantia de atendimento sem contraprestação ou sacrifício do paciente” leciona.
Para por fim ao impasse e garantir um atendimento de melhor qualidade, Marcos Rogério sugeriu a transferência do serviço de UTI para o Hospital Municipal. “Quem precisa do atendimento e não pode pagar por ele vai ao Hospital Municipal, então esse é o melhor lugar para os leitos de UTI. Mantendo a parceria do governo do Estado, o município tem condições de prestar o serviço de forma mais adequada e humanizada”, ressalta Marcos Rogério.
As vereadoras Márcia Regina e Solange Pereira elogiaram a proposta do vereador e também defenderam a transferência do atendimento para o Hospital Municipal.
Fonte: Ascom
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