Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Municípios

JI-PARANÁ: Rio Machado sobe, mas não preocupa


Daniel Panobianco - O nível do rio Machado, em Ji-Paraná está dentro dos padrões de segurança, segundo dados da estação telemétrica da ANA (Agência Nacional de Águas). Neste sábado, a leitura da régua indicou nível de 7,81 metros. No mesmo período em 2006, o nível estava em 7,98 metros. O nível aceitável da cota de normalidade é de até 9,78 metros. A partir deste valor, a cota de alerta de cheia é acionada.

Como em Ji-Paraná não existe Defesa Civil estruturada e regulamentada, a parte de monitoramento e possível retirada de famílias que vivem em áreas de risco fica por conta do Corpo de Bombeiros local e de uma comissão criada para resguardar os acontecimentos e eventos extremos que possam atingir a cidade. É a chamada COMDEC (Comissão Municipal de Defesa Civil), composta por pessoas da sociedade organizada e alguns membros do governo municipal. 

Em Ji-Paraná, mais de 350 famílias são cadastradas por residirem em pontos estratégicos que alagam quando o Machado passa de 9,78 metros. Os bairros mais afetados são Urupá e Duque de Caxias. 

A chuva registrada nesses 21 dias de dezembro pende para o lado preocupante, não de cheia, mas sim de forte indicio de estiagem em pleno inverno amazônico. A média é de 300 milímetros de precipitação, mas até o momento só choveu 10,5 mm. 

Em 2007, a estiagem no Estado de Rondônia em geral deixou marcas assustadoras em várias cidades, com rios quase secos e muitas pessoas sem água potável. Ribeirinhos ficaram sem o alimento principal - o peixe - e outros tantos, que residem em comunidades longínquas ficaram à mercê esperando a ajuda do governo que não veio. Isso porque a chuva ainda teve proporções aceitáveis em dezembro de 2005 e nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2006. 

Se o volume de chuva continuar assim nos próximos 3 meses, com precipitações muito escassas e mal distribuídas, certamente e sem razão de desconfiança, o período de estiagem em 2008 será catastrófico. 

Como nunca vemos alertas dos centros de pesquisas locais, que só aparecem na mídia para ditar as causas depois que o evento já ocorreu e não há mais interesse em monitoramento, a população de Rondônia pode estar diante de um verdadeiro caos com relação ao período de seca e queimadas no próximo ano, uma vez que as previsões dos centros de pesquisa de âmbito nacional, como CPTEC/INPE e INMET, não otimizam para chuvas dentro da média em Rondônia.  Dados: ANA - CPTEC/INPE - INMET 

Fonte: De olho no tempo

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Inscrições abertas para a 12ª Edição da Feira Mulher do Norte em Porto Velho

Inscrições abertas para a 12ª Edição da Feira Mulher do Norte em Porto Velho

A Prefeitura informa que estão abertas as inscrições para a 12ª Edição da Feira Mulher do Norte. Promovido pela Coordenadoria Municipal de Políticas P

Instalação de ecobueiros chega a mais bairros e ruas de Porto Velho

Instalação de ecobueiros chega a mais bairros e ruas de Porto Velho

As avenidas Carlos Gomes, Sete de Setembro, José Amador dos Reis, Mamoré e Rio de Janeiro estão recebendo obras de instalação de ecobueiros, conhecido

CDL Ji-Paraná celebra 43 anos com noite de palestras e conexão entre associados

CDL Ji-Paraná celebra 43 anos com noite de palestras e conexão entre associados

A CDL Ji-Paraná celebrou seus 43 anos de história na noite de sábado (21/02), em evento realizado na Prime House, reunindo associados, parceiros, co

Parque da Cidade renovado conquista aprovação do público de Porto Velho

Parque da Cidade renovado conquista aprovação do público de Porto Velho

O sorriso da menina Heloisa Baioco dos Reis diz muito sobre o sentimento dos frequentadores do Parque da Cidade após a revitalização. A pequena aprove

Gente de Opinião Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)