Segunda-feira, 8 de setembro de 2008 - 16h33
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Belém
PABLO SOLANO
da Agência Folha
Índios da etnia ajuru e o governador de Rondônia, Ivo Cassol (sem partido), disputam o controle de uma fazenda de 8.000 hectares perto da fronteira com a Bolívia, no distrito de Porto Rolim de Moura do Guaporé, município de Alta Floresta d'Oeste (541 km de Porto Velho).
Os ajurus dizem que são os donos da terra - cuja extensão é equivalente a mais de quatro arquipélagos de Fernando de Noronha - e querem que a fazenda seja desapropriada e convertida em seu território.
Cassol afirma que comprou a terra regularmente, em meados do ano passado, e que tem todos os documentos que legalizam a propriedade - pela qual ainda paga prestações.
"Não vou ficar quieto. Vou para cima", afirmou Cassol, por meio de sua assessoria, sobre como pretende reagir a um possível processo de demarcação, que ele considera "uma armação" de "inimigos políticos". Mas, se for obrigado a ceder as terras, afirmou que cumprirá a determinação legal.
Os índios já reivindicavam a demarcação da área há cinco anos, de acordo com o administrador da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Ji-Paraná (RO), Vicente Batista.
Mas a disposição em começar o processo só teve início em julho deste ano, quando a antropóloga Ruth Henrique recomendou ao órgão que sejam feitos estudos sobre a etnia.
Batista disse que a questão dos ajuru é tratada como "prioridade" pela Funai, mas acha que a demarcação ainda vai demorar. "Isso exige antropólogos, um monte de coisa, e sabemos que falta estrutura."
A definição de uma terra indígena começa com a criação de um grupo de trabalho para a identificação da área e só se concretiza com a homologação pelo presidente da República. A assessoria da Funai em Brasília não confirmou a recomendação de Henrique.
Os ajuru mais idosos, de acordo com a antropóloga, relatam que seus pais foram retirados das terras no início do século 20, quando passou pela região o marechal e sertanista Cândido Rondon (1865-1958).
Segundo o Cimi (Conselho Indigenista Missionário), os índios dizem que Cassol destruiu vestígios de um antigo cemitério da etnia quando abriu as pastagens da fazenda e impediu o acesso a uma área valorizada em suas tradições.
Além disso, afirmou o conselho, o governador quer construir nas terras um hotel pesqueiro à beira do rio Guaporé.
A assessoria de Cassol negou qualquer dano à cultura dos indígenas e também a intenção de fazer um hotel. Ele só cria gados e "esfria a cabeça" no local, afirmou a assessoria.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
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