Domingo, 4 de dezembro de 2016 - 07h50
A unidade de coleta e transfusão de Guajará-Mirim foi transformada em novembro em agência transfusional, ou seja, apenas para armazenagem de sangue para cirurgias eletivas e emergenciais. O presidente da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Rondônia (Fhemeron), Orlando Ramires, garante que a mudança não trará prejuízos à população. ‘‘Não faltará sangue. Faremos coletas em períodos agendados no intervalo de 15, 20 dias, dependendo da demanda’’, afirma.
A primeira coleta programada depois da alteração será realizada na terça (6) e quarta-feira (7) da próxima semana em uma ação conjunta envolvendo profissionais de Guajará-Mirim e Porto Velho. Durante este fim de semana, a Fhemeron realiza na região ações de sensibilização e também o levantamento de intenção de doação de sangue na cidade.
‘‘Eu quero pedir a população de Guajará-Mirim que compareça a unidade e peço também imprensa e a Câmera de Vereadores para que se mobilizem para que haja uma grande quantidade de doações’’, disse. O presidente explica que essa primeira coleta programada dará base para o calendário de coletas de sangue no município.
Segundo Ramires, a unidade realizava um número pequeno de coletas, cerca de 10 por semana. A demanda na região também é considerada baixa com a necessidade de 15 a 20 transfusões por mês devido às cirurgias mais graves serem encaminhadas para a Capital.
MUDANÇAS
Apesar da baixa quantidade de doações, a unidade tinha um grande número de servidores envolvidos na atividade, 43 no total. Atualmente são 17, os demais retornaram a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Em um comparativo com a Capital, que concentra a maior demanda por bolsas de sangue no Estado, o custo para produção de uma bolsa de sangue em Guajará-Mirim foi considerado oneroso.
As bolsas de sangue fazem parte da Hemorrede e são distribuídas conforme de demanda de cada município
‘‘A produção de uma bolsa de sangue em Porto Velho custa cerca de R$ 500, sendo que 40% são gastos com servidores. Enquanto que em Guajará-Mirim, o gasto era de mais de R$ 1.6 mil, sendo 87% com a remuneração dos servidores’’, destaca o presidente que afirma que diante desses fatos e da situação financeira delicada que enfrenta o país era necessário que a gestão entendesse a necessidade de também fazer o racionamento na Fhemeron.
O presidente explica que nem todos os municípios do Estado possui uma unidade de coleta, mas que não falta sangue em nenhuma das cidades devido à política de captação e distribuição existente em Rondônia através da Hemorrede. ‘‘São realizadas cerca de três mil coletas por mês no Estado e essas bolsas são distribuídas conforme a demanda de cada município’’, afirma.
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Fonte
Texto: Vanessa Moura
Fotos: Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia
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