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Enchente castiga quatro municípios de Rondônia



Chuvas muitos intensas provocaram elevações súbitas dos rios no centro-sul de Rondônia, onde agora milhares de pessoas correm risco de ficarem isoladas. Já há desabrigados em dois municípios.


Daniel Panobianco - A chuva que cai de forma intermitente desde a tarde da última sexta-feira (15) em boa parte de Rondônia traduz agora em cenas de calamidade, o drama de moradores de pelo menos quatro municípios, onde os rios estão transbordando. 

Alta Floresta d'Oeste 

Em Alta Floresta d'Oeste, o nível do rio Branco e de córregos que cortam o perímetro urbano subiu subitamente nas últimas 24 horas inundando diferentes bairros. De acordo com a COMDEC (Comissão Municipal de Defesa Civil), a situação é mais crítica nos bairros Santa Felicidade e Princesa Isabel. Em algumas vias da cidade, a água já está com 1,50 metros de altura impedindo a saída dos moradores. O prefeito Daniel Deina (PTN) reuniu autoridades locais para decretar estado de emergência no município. Há informações de que várias famílias continuam desabrigadas e estão recebendo o auxílio da prefeitura, que preparou ginásios para abrigar a população afetada.


Rolim de Moura 

Em Rolim de Moura, o rio Anta Atirada também transbordou após horas seguidas de muita chuva. Pelo menos 10 famílias ficaram desalojadas e foram encaminhadas para a casa de amigos e/ou parentes. Na zona rural, com as estradas inundadas, sítios e chácaras estão isolados com o transbordamento de córregos e igarapés.

Pimenta Bueno 

Após uma breve descida no nível, o rio Machado voltou a subir na noite de ontem e na madrugada desde domingo (17) em Pimenta Bueno. A régua da estação telemétrica da ANA (Agência Nacional de Águas) acusou 6,26 metros às 2 horas, sendo que o limite para transbordamento é de 5,35 metros. Diversas propriedades rurais estão alagadas. Na cidade, o encontro dos rios Barão de Melgaço e Pimenta Bueno, que juntos foram o Machado, já alcança algumas ruas ao leito do rio.


Ji-Paraná
 

Na segunda maior cidade de Rondônia, com mais de 111 mil habitantes, pelo menos 10 mil são afetadas pela cheia do rio Machado quando o nível ultrapassa os 10,50 metros; E esta marca foi alcançada às 2 horas deste domingo, onde a régua da estação telemétrica da ANA ficou encoberta. O limite da cota de permanência para enchente em Ji-Paraná é de 9,78 metros e desde a última sexta-feira, esse nível não para de subir. 

Diversos bairros já estão alagados e pessoas insistem em deixar suas casas com medo de saques. 

No ano passado, quando o nível do rio atingiu 11,45 metros no dia 26 de fevereiro, mais de 10 mil pessoas foram afetadas direta e indiretamente pela cheia do rio.

Este ainda não é o período de cheia em Rondônia. Normalmente, os alagamentos ocorrem entre o final de março e na primeira quinzena de abril, mas em virtude das constantes chuvas mais generalizadas e a ausência do período de estiagem entre agosto e outubro passado, mantém o solo encharcado na região, o que facilita a subida vertinosa dos rios. A previsão é de que o nível de todos os rios se normalize até a metade de próxima semana, mas voltem a subir devido a previsão de mais chuvas.

Fonte: De olho no tempo

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