Porto Velho (RO) segunda-feira, 21 de setembro de 2020
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Empresa cancela construção de Shopping em Ji-Paraná



A construção de um shopping em Ji-paraná, de autoria da Amazonmega Empreendimentos e Investimentos, localizada na cidade de Porto Velho, foi cancelada pela empresa. O projeto, que havia sido apresentado publicamente em julho deste ano, seria consolidado a partir da venda de cotas oferecidas por seus idealizadores.

O diretor de marketing da Amazonmega, Alcirlei Costa, argumentou a falta de apoio das entidades empresariais. “Fomos convidados para uma reunião com a ACIJIP e CDL e eles acharam que o projeto não era viável para o município. Entendemos que não dependemos de qualquer entidade para construir esse shopping, mas tínhamos investidores em vários Estados do Brasil e precisávamos da colaboração de todos”, destacou.

Cientes do cancelamento da obra no município e dos motivos alegados pela empresa, os presidentes da ACIJIP e CDL convocaram a imprensa na manhã desta quinta-feira (15) para se posicionarem sobre o caso. “Em momento algum fomos procurados para apoiar este projeto, pelo contrário, começamos a receber ligações pedindo referência sobre o mesmo logo depois que as cotas começaram a ser vendidas. Foi então que tomamos a iniciativa de convidar a empresa para uma reunião para conhecer os planos e verificar a viabilidade do investimento”, explico o presidente da ACIJIP, Marcito Pinto.

Após as duas reuniões realizadas com os donos do empreendimento, Leonardo Severo e Alcirlei Costa, a diretoria das entidades amparada pelo departamento jurídico veio acompanhando o desenvolvimento do projeto sem se manifestar. “Pedimos a eles subsídios para constatar a viabilidade econômica deste shopping na cidade. Mas com os argumentos apresentados comprovamos a não consistência para o mesmo ser concluído, já que o capital inicial da empresa era de R$ 100 mil e a construção toda avaliada em R$ 50 milhões”, afirmou o presidente da CDL, Osmar Farinácio.

Segundo o advogado Otelo Castellani Neto, a forma de administração utilizada pela empresa para o empreendimento não condiz com os modelos de investimentos imobiliários feitos em todo o País. “Era preciso um fundo específico para dar consistência a esse projeto. E isso não havia, negando qualquer garantia que o cotista pudesse ter como dono do empreendimento”, enfatizou.

Fonte: Ascom

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