Porto Velho (RO) terça-feira, 22 de setembro de 2020
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Embrapa encerra Dias de Campo de Soja


As últimas cidades a receberem os Dias de Campo de Soja 2013 em Rondônia foram Porto Velho, no dia 12 de março, e Ariquemes, no dia 14, finalizando os eventos com recorde de público, quase 20% a mais do que os realizados no ano passado. Só em Ariquemes, cerca 320 pessoas foram ao Instituto Federal de Rondônia (Ifro) conhecer as diversas opções de cultivares de soja desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que embasarão a escolha do produtor para o planejamento da safra 2013/2014.

Realizados pela Embrapa e com o apoio de parceiros, os eventos reuniram em cinco cidades – Vilhena, Cerejeiras, Castanheiras, Porto Velho e Ariquemes – um público de aproximadamente 700 pessoas, entre produtores, técnicos, empresários do agronegócio e estudantes, que conheceram 18 cultivares de soja convencional (não geneticamente modificada) de alta qualidade e produtividade, com características agronômicas adequadas às necessidades dos sojicultores rondonienses, proporcionando diferentes opções de escolha para a semeadura.

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Rondônia, Samuel Oliveira, explica que "A proposta da Embrapa para a soja em Rondônia é oferecer aos produtores tecnologias para que possam produzir mais em menor área, recuperando áreas degradadas e diminuindo a pressão sobre a floresta. Além disso, a tecnologia utilizada no cultivo da soja em Rondônia torna o estado muito competitivo no agronegócio internacional”.


Pecuaristas buscam a soja para recuperação de pastagem

Além dos tradicionais sojicultores em busca de novas variedades de soja, muitos pecuaristas também compareceram aos dias de campo em busca de conhecimento sobre o grão como uma alternativa para a recuperação de áreas de pastagens degradadas. “Hoje eu tenho uma área de 1000 hectares e trabalho com gado de corte, mas quero começar a plantar soja em 600 hectares para recuperar o solo e depois voltar com a pastagem. Espero com isso aumentar a quantidade de rebanho por área”, diz o pecuarista Roberto Pizzatto, de Alto Paraíso, a 170 quilômetros da capital.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia, Vicente Godinho, mais de 70% das áreas de pastagem do estado estão com algum grau de degradação e a soja vem como uma alternativa para a recuperação destes solos. O pesquisador destaca ainda o avanço da lavoura de soja para a região Norte do estado. “A estrutura fundiária com grandes áreas, a topografia adequada para a produção da soja e a proximidade com o porto de Porto Velho são algumas das vantagens que estão fazendo com que o grão chame a atenção dos produtores desta região”, afirma.


A soja e a fixação biológica de nitrogênio

No Brasil, por conta do processo de inoculação da soja, ou seja, da adição de bactérias chamadas rizóbios às sementes no momento da semeadura, não é necessário utilizar adubos nitrogenados nas lavouras. Ocorre uma simbiose da soja com estas bactérias que são capazes de formar nódulos nas raízes, onde captam o nitrogênio atmosférico, que também ocupa os espaços porosos do solo e que, após a sua redução em formas assimiláveis, poderão ser utilizados pela planta. Em troca, a planta fornece à bactéria energia obtida através da fotossíntese. Assim, forma-se uma perfeita associação, sendo planta e bactéria mutuamente favorecidas.

Ao substituir o uso de adubos nitrogenados na cultura da soja, a fixação biológica de nitrogênio traz diversas vantagens, como: melhora nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo; o menor uso de adubos nitrogenados, que resulta em economia para o produtor; contribui para o auto fornecimento do nitrogênio utilizado para a formação da planta e minimiza os impactos do nitrogênio sobre o meio ambiente; e proporciona o aumento de produtividade, especialmente em solos deficientes em nitrogênio disponível.


Realização e parcerias

Os Dias de Campo de Soja 2013 em Rondônia foram uma realização da Embrapa e com parcerias com FMC, Sementes Quati, Sementes Ouro Verde, Central Agrícola e CTPA; e com o poio da Emater, da Epamig, da Fundação BA, da Fundação Cerrados, da Fundação Triâgulo, da Aprosoja e do Ifro.

Fonte: Renata Kelly da Silva
 

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