Porto Velho (RO) terça-feira, 22 de setembro de 2020
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DENGUE: Ji-Paraná vai combater doença com força-tarefa sobre rodas


 
A Delegacia Regional de Saúde de Ji-Paraná montou força-tarefa de combate à dengue para atender casos de emergência na cidade e em outros 15 municípios na região central. Trata-se de uma frota de oito caminhonetes S-10, equipadas com sistema de bombeamento de alta pressão capaz de pulverizar num raio de três metros uma solução de inseticida e óleo vegetal altamente eficiente no combate ao mosquito.

Diferentemente do fumacê, o sistema de pulverização atua combinando o princípio da gravidade - o peso das gotículas de óleo vegetal, misturado ao inseticida, impede o Aedes aegypti de levantar vôo - com a ação intoxicante, que leva à morte os indivíduos, machos e fêmeas.

Segundo o delegado regional, João Alexandre Pereira, a frota de UBVs (Unidades de Ultra Baixo Volume), está a postos para, em caso de aumento dos casos acima de determinado patamar, atender a chamadas das outras 15 prefeituras da área de jurisdição da regional - Theobroma, Vale do Anari, Jorge Teixeira, Teixeirópolis, Urupá, Nova União, Vale do Paraíso, Mirante da Serra, Jaru, Ouro Preto do Oeste, Presidente Médici, Alvorada do Oeste, São Francisco do Guaporé e Costa Marques.

"Está acordado com os secretários municipais: quando os registros ultrapassarem os 50 casos no mesmo mês, uma das caminhonetes será imediatamente enviada, com todos os custos correndo por conta do Estado, da aquisição do inseticida às diárias do servidor deslocado, cabendo à prefeitura apenas fornecer o óleo diesel durante a semana em que o veículo estiver à sua disposição", resume ele.

Todas as caminhonetes - que passaram de três para oito entre 2007 e 2008 - foram cedidas pelo Ministério da Saúde e reformadas pelo Governo do Estado. Os equipamentos adquiridos, num investimento superior a 115 mil reais, já foram instalados, testados e aprovados em testes de campo. Cada pulverizador é composto de conjunto motor/compressor, sistema de aspersão com controle remoto, operado da cabine pelo motorista, e reservatório para até 200 litros de inseticida, suficientes para fazer a aplicação entre 5h30-7h30 e 16h-18h30, horários mais propícios para o extermíniuo do Aedes aegypti.

O mosquito transmite, além da dengue, a febre amarela urbana. Quando em vôo, que nunca ultrapassa 1,5 m de altura, seu ruído é imperceptível ao ouvido humano. Não consegue viver em regiões frias, por isso sua ocorrência é freqüente em regiões de clima tropical e subtropical úmido, como a Amazônia. Com tamanho médio de 0,5 cm, é preto, com riscas brancas no dorso, patas e cabeça. O macho alimenta-se de frutas e outros vegetais mas a fêmea, que nutre-se de sangue, ao picar o ser humano transmite o vírus, que leva de seis a oito dias para manifestar os primeiros sintomas da contaminação.

"Estamos prontos para realizar combate rápido e eficaz nos focos que forem identificados mas o fundamental é a conscientização de todos para a prevenção, por meio de campanhas, mutirões de limpeza e recolhimento de garrafas e objetos que possam acumular água", afirma João Alexandre.

Fonte: Decom

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