Quinta-feira, 23 de julho de 2009 - 16h00
Diretor de hospital despreparado, exercício ilegal da profissão, possível contrabando de remédio, falta de pagamento dos médicos, IML improvisado e sucateamento do prédio e dos materiais de trabalho, esses são alguns dos problemas detectados no Hospital Regional do Perpétuo Socorro, em Guajará-Mirim, que foram levados ao conhecimento do procurador-geral de Justiça do Ministério Publico do Estado, Ivanildo de Oliveira, na manhã da última quarta-feira, pelo Conselho Regional de Medicina (Cremero).
Durante reunião com Ivanildo de Oliveira, o conselheiro federal e a presidente do Cremero, Hiran Gallo e Inês Motta, respectivamente, entregaram o relatório da fiscalização e cobraram medidas para que os problemas detectados sejam resolvidos pela Prefeitura de Guajará-Mirim o mais rápido possível.
Além dos representantes do Cremero, participaram da reunião com o procurador-geral de Justiça a promotora Tamera Padoim - da Promotoria da Cidadania, o secretário de estado da Saúde, Milton Moreira, o prefeito e o secretário de saúde de Guajará, Atalíbio Pegorini e Clezio Lobato, respectivamente, e o promotor de justiça Hildon de Lima Chaves, da promotoria de Saúde e Defesa do Consumidor.
Embora o prefeito Atalíbio Pegorini tenha alegado que assumiu a prefeitura com a saúde já sucateada, com uma dívida de mais de R$ 3 milhões, o procurador-geral de Justiça pediu explicações e alertou o prefeito sobre um possível processo criminal. Ivanildo entendeu que há certo desleixo da Prefeitura para com a Saúde.
O secretário de Saúde do Estado apresentou números, dos valores investidos em Guajará, e cobrou mais eficácia na aplicação das verbas. Segundo ele, há valores que não são utilizados pela prefeitura por falta de projetos.
A promotora Tamera Padoim salientou que já há processo judicial em andamento contra a prefeitura de Guajará-Mirim. Segundo ela, o MP-RO tem recebido muitas denúncias, mas quando tenta falar com representantes do Poder Executivo Municipal não tem obtido resposta.
O prefeito Atalíbio Pegorini disse estar ciente dos problemas e pediu ajuda do Governo do Estado para que a situação se resolva. Solicitei a presença de um especialista na saúde para que me ajude a resolver os problemas, afirmou.
Fonte: Ascom/Cremero
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