Quarta-feira, 28 de novembro de 2007 - 15h02
A chuva forte atingiu também cidades do centro e sul do Estado causando alagamentos, principalmente nas estradas primarias, as chamadas 'linhas' que interligam os municípios.
Daniel Panobianco Mais um temporal atinge Ji-Paraná e mais uma vez a população sofre com a falta de infra-estrutura da cidade. A chuva forte que começou às 12h40min (local) desta quarta-feira não durou mais que uma hora, mas foi suficiente para transbordar córregos, alagar ruas, avenidas, residências e estabelecimentos comerciais, além de engarrafar o trânsito, principalmente sobre a ponte do rio Machado.
Os bairros castigados todos os anos pela chuva na época do inverno amazônico, mais uma vez dão prova de que as medidas de canalização das águas pluviais em que a prefeitura municipal agora mostra trabalho a todo vapor nos quatro cantos da cidade, em nada adiantam na liberação da água da chuva para galerias maiores e que dão maior sustentabilidade de escoamento.
Isso porque a chuva ocorrida no inicio da tarde na cidade foi de apenas uma hora e não acumulou mais que 25 milímetros. Imagine quando as fortes e poderosas pancadas ocorrerem nos próximos meses, onde o índice pluviométrico ultrapassa facilmente 100 milimetros em pouco tempo, qual será o destino de milhares de famílias que sofrem com os alagamentos.
Os bairros mais afetados pelo temporal de hoje foram Duque de Caxias, Jardim Primavera, Parque São Pedro e Jardim dos Migrantes.
Na região da Vila Jotão, próximo ao Shopping Cidadão, a força da água mais uma vez foi contra o projeto dos engenheiros da prefeitura e a caixa de captação de enxurradas no inicio da Avenida Brasil mais uma vez não suportou a pressão da água e veio a levantar pela terceira vez em menos de três meses a capa asfaltica.
Mais uma vez, a engenharia empregada em Ji-Paraná, com a construção de milhares e milhares de metros de tubos para o escoamento da água da chuva mostra a sua fragilidade. Na Avenida Manoel Franco, até o momento ainda em obras pela prefeitura, a forte enxurrada aliada ao lamaçal descomunal invadiu várias residências arrastando além de lama e lixo, o risco de contaminação de doenças endêmicas para dentro das casas.
No Primeiro Distrito, o nível do córrego 2 de Abril chegou a 1,80 metros, também invadindo residências próximo à BR-364, onde o mesmo não é canalizado.
Em outros pontos do Estado, a chuva também deixou estragos. Os serviços de terraplenagem e recuperação das linhas de ligação entre os municípios de Primavera de Rondônia e São Felipe d' Oeste, foram paralisados em virtude da grande quantidade de chuva que caiu logo nas primeiras horas do dia.
Previsão
A previsão do CPTEC/INPE (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) do (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) coloca na possibilidade de muita chuva para o interior de Rondônia, pelo menos até sexta-feira. Uma nova configuração de ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) está a todo vapor desde a Amazônia até a Bahia. Uma ZCAS tem origem quando há uma frente-fria estacionada no litoral do Sudeste e os ventos que sopram da região amazônica são responsáveis pela manutenção de um canal de umidade que atravessa o País formando um grande cinturão de nuvens carregadas. Quando a ZCAS está ativa, a percepção é muito simples. O dia já amanhece nublado com nuvens baixas e as pancadas de chuva, com trovoadas associadas logo aparecem no período da tarde podendo se estender por horas seguidas.
Dados: CPTEC/INPE - Fonte: De olho no tempo - Daniel Panobianco
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