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Centro socioeducativo é inaugurado sob elogios de autoridades judiciais e familiares de internos em Ji-Paraná


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Unidade tem capacidade para atender 50 interno em celas individuais

A primeira unidade de Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) instalada no Norte brasileiro foi inaugurada nesta quinta-feira (9) em Ji-Paraná sob elogios das autoridades judiciais e familiares de menores infratores presentes no evento. A instituição já mantém 32 socioeducandos internados, de um total de 52 vagas disponíveis para atender a demanda de menores infratores da região Central e Vale do Guaporé. O investimento na obra foi de R$ 8 milhões.

“Está perfeito. O espaço é adequado e o atendimento aos socioeducandos é humanizado”, declarou a juíza da Infância e Adolescência Ana Valéria Santiago Zipparro, após conhecer as dependências físicas do prédio e verificar de perto as propostas socioeducativas implantadas na instituição. “Agora precisamos formalizar convênios com outras instituições para trazer cursos de qualificações”, sugeriu a juíza.

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Alojamentos são individuais

Para a Promotora de Justiça Conceição Baena, que responde pela Infância e Adolescência no Ministério Público, a sede própria do Case é um avanço, pois o governo do estado deixa de pagar aluguel e mantém estrutura adequada para melhor acolher o socioeducando. “É um local decente para ressocializar os menores de 12 a 18 anos. Estão de parabéns as equipes do governo envolvidas no projeto”, declarou Baena, que reforçou o pedido da juíza na elaboração de convênios para qualificação profissional dos menores.

Moradora no bairro Valparaíso em Ji-Paraná, a dona de casa Severiana Vilhalva aprovou a sede do Case, onde o filho, que acabou de completar 18 anos, ainda passa pelo processo socioeducativo. “Aqui sim é o lugar para recuperar meu filho. Aqui ele estuda. Lá fora ele não quer saber de nada”, disse Vilhalva, manifestando sentimento de confiança de que o rapaz abandone o crime quando sair da instituição.

O secretário de estado de Justiça, Marcos Rocha, representou o governador Confúcio Moura na inauguração e destacou que o empreendimento tem a função de beneficiar toda a sociedade. “Os 32 meninos que hoje estão aqui estão sendo acompanhados por técnicos de várias áreas profissionais. Muitos deles nunca tiveram acesso o que oferecemos aqui e agora podem desfrutar de tudo isso e melhorar a condição de vida e, ao sair daqui, terão novos horizontes junto a sociedade”, declarou o secretário.

O Case oferece aos socioeducandos alojamento individual, refeitório, ensino modular nos níveis Fundamental e Médio, terapia ocupacional, aulas de artesanato, de informática e formação musical em instrumentos de percussão e sopro, orientação religiosa, práticas agrícolas e área de convívio social.

Os menores também dispõem de ampla praça desportiva, contendo pista de atletismo, piscina, academia rústica de ginástica, campo de futebol e quadra poliesportiva. Todas as atividades didáticas, esportivas e culturais são desempenhadas com acompanhamento de profissionais técnicos nas respectivas áreas de psicologia, assistência social, educação, saúde, administrativa e segurança.

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Interno tem espaço para atividades esportivas, como
piscina, academia, quadra poliesportiva entre outros

NOVOS RUMOS

Alfredo e Augusto (nomes fictícios), ambos com 16 anos, estão entre os adolescentes que já cumprem medida socioeducativa no Case. O primeiro cometeu ato infracional em Jaru e o segundo em Ouro Preto do Oeste. Em comum, eles têm o desejo de mudar de vida, construir família e se dedicar ao trabalho.

Alfredo já cumpre internamento determinado pela Justiça há 8 meses, a metade deles em Ji-Paraná. “Aqui estou me transformando em um homem de verdade. Somos tratados com respeito”, disse, admitindo que o espaço que ocupa individualmente o ajuda muito a refletir sobre a vida.

“Quando sair daqui, quero me dedicar à minha família, arrumar um serviço e largar essa vida”, disse o garoto, explicando que praticou o crime influenciado por amigos.

Entusiasmado pelo futebol, Augusto não dispensa a oportunidade de brincar com a bola. “Aquela foi a minha primeira e última vez no crime”, afirmou Augusto. “Agora vou aprender a profissão de lanterneiro, ajudar minha família e seguir a vida”, declarou o adolescente, que está longe da família formada pela mãe, avó e outros quatro irmãos.


Fonte
Texto: Paulo Sérgio
Fotos: Paulo Sérgio
Secom - Governo de Rondônia

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