Sexta-feira, 13 de setembro de 2013 - 14h01
Há cerca de dois meses, a Cadeia Pública de São Francisco do Guaporé, vinculada à Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), vem passando por uma reforma e ampliação, com a construção de mais duas celas. Todos os recursos financeiros utilizados na obra foram repassados pelo Conselho da Comunidade.
De acordo com o diretor da unidade, Ederson Cheregatto, foram gastos até agora cerca de R$ 25 mil em material de construção. Segundo ele, a mão de obra é composta pelos próprios reeducandos. “São seis apenados trabalhando aqui, três pedreiros e três auxiliares. Para cada mês trabalhado, eles têm uma redução de dez dias na pena, o que os motiva a querer executar o serviço”, explica Cheregatto.
Atualmente, a Cadeia Pública de São Francisco do Guaporé conta com 48 apenados. Seis deles estão em regime semiaberto. Três deles prestam serviço para a Secretaria Executiva Regional no município.
Para a vice-presidente do Conselho da Comunidade, a assistente social Ilza Maria Silveira, esta obra é muito importante, uma vez que diminui a superlotação da cadeia. “Não é só o problema da superlotação, é uma questão que envolve a dignidade humana. Esses homens cometeram crimes e estão pagando suas penas. Não podem ser tratados da forma como vimos corriqueiramente pela imprensa nos presídios, cadeias e delegacias país afora”, destaca Ilza Maria Silveira.
Os Conselhos da Comunidade têm o papel de representação da comunidade na implementação das políticas penais e penitenciárias no âmbito municipal. Eles surgiram por determinação da Lei de Execução Penal (7210/84) e têm caráter voluntário e não remunerado.
Texto: Luiz Augusto Rocha
Fotos: Luiz Augusto Rocha
Fonte: Assessoria Regional de São Francisco
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