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Cacoal inova na produção do café com colheita mecanizada


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Produtores já trabalhando com novos modelos.

Os cafeicultores de Cacoal mostram-se cada vez mais satisfeitos com o desenvolvimento de suas produções. A inclusão de tecnologia e de assistência técnica focada na potencialidade do município tem proporcionado melhoria na qualidade dos grãos e mudas produzidos e maior rentabilidade aos agricultores. O resultado das ações nessa e em outras cidades levou Rondônia ocupar o 5º lugar no ranking brasileiro dos maiores estados produtores de café.

A cafeicultura de Rondônia recebeu, nos últimos anos, atenção especial do governo estadual, por meio de ações da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e da Emater-RO. Incentivos visando à melhoria da qualidade e produtividade do café no estado como o programa de revitalização da cafeicultura, a distribuição de mudas de café clonal qualificadas e a tecnificação da produção foram essenciais para que a produção de café em Rondônia chegasse ao número de 1,678 milhões de sacas, segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA), estimadas para 2016.

Em Cacoal, município que leva o título de capital do café, os resultados são mais aparentes. Segundo o extensionista da Emater-RO, Wesley Gama, o preço da saca do café melhorou e está sendo vendido à R$ 320,00. “A implantação de um pacote tecnológico para a cultura do café trouxe mais confiança para os cafeicultores”, afirma o extensionista. 

INCLUSÃO TECNOLÓGICA

Cacoal vem inovando na cafeicultura e com a inclusão tecnológica nos últimos anos tem passado por mudanças favoráveis aos agricultores e ao estado. A colheita mecanizada, que antes parecia distante, hoje é realidade, inclusive com produtores já trabalhando com modelos recém lançados para o café Conillon/Robusta.

A colheita mecanizada tem oferecido para a unidade familiar uma rapidez na colheita, deixando mais tempo livre para que o produtor possa exercer outras atividades, se assim o desejar. “Tenho gasto apenas 40% do tempo que eu gastava para colher a mesma área em comparação a colheita manual, além de a quantidade de sacos colhidos ser muito maior neste mesmo um hectare”, afirma o jovem agricultor Arthur Kippert, filho do casal de cafeicultores Azilda Rossw Kippert e Almerindo Kippert.

Moradores da Linha eletrônica lote 84-a gleba 13, a propriedade da família Kippert trabalha apenas com mão de obra familiar e, devido à grande produtividade da lavoura, chega a produzir 90 sacas/ha. “Com o aumento da área plantada em oito hectares foi feito a aquisição da colheitadeira”, conta o extensionista Wesley.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA

A assistência técnica contínua que a Emater-RO vem dando aos produtores é outro fator que garante a melhoria da cultura. São ações que visam, além do aumento da produtividade e produção, melhoria da área plantada e melhor qualidade dos grãos e das mudas, proporcionar ao agricultor familiar uma melhoria na qualidade de vida.

Aliadas às boas práticas de manejo. a inserção tecnológica na cafeicultura coloca o café rondoniense em competitividade no mercado nacional e é isso que se busca com a introdução da colheita mecanizada em Cacoal. Para o extensionista Fernando Almeida, da Emater-RO, “a colheita mecanizada na cafeicultura cacoalense ao longo dos anos apontará para uma cafeicultura mais moderna e rentável”.

Para apresentar a outros produtores os resultados obtidos com a tecnologia, a Emater estará realizando um dia de campo na propriedade da família Kippert. O evento será realizado no dia 29 de abril, a partir das 13 horas, onde serão abordados temas como: adubação, custo de produção, café sustentável e demonstração da colheitadeira em funcionamento. “O dia de campo mostrará que essa tecnologia aliada a outras, com uma gestão bem feita, proporcionará resultados econômicos bem animadores aos agricultores”, afirma Wesley Gama, da Emater-RO.
 


Fonte
Texto: Wania Ressutti
Fotos: Arquivo Emater-RO
Secom - Governo de Rondônia

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